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Júnior, pleno ou sênior: em que nível de cargo você está?

Nível é determinado pelas empresas e pode variar de uma companhia para outra

A denominação de nível de cargo – júnior, pleno, sênior – sempre gera divergências no mercado de trabalho. De fato, existem muitos critérios para definir experiências e habilidades profissionais. E essa definição não tão simples e nem se limita a anos de atuação, idade ou cursos de pós-graduação. Então, como saber em que nível estamos?

Entenda os níveis de cargo júnior, pleno e sênior

Fátima Motta, professora de Gestão de Pessoas da ESPM e sócia-diretora da FM Consultores, explica que o nível de cada profissional é determinado pelas empresas e pode variar de uma organização para outra. 

Ela destaca que essas definições não são regra e que as denominações podem englobar um conjunto de coisas específicas de cargos, áreas e empresas. “O ponto fundamental é fazer uma mescla entre complexidade de tarefas e maturidade profissional”, afirma. Entenda a seguir como as empresas tendem a organizar a carreira dos colaboradores. 

Nível júnior

No nível júnior, estão os cargos com complexidade menor de tarefas, sem tantas exigências de competências profissionais e normalmente sem autonomia para decisões. É aqui que começa a carreira de um profissional em determinada área. 

Em geral, as empresas consideram que um profissional júnior é aquele que tem até 5 anos de experiência na área. É importante considerar, no entanto, que essa classificação não é automática e nem exata. Há profissionais que passam mais de dez anos no nível júnior ou que passam para o nível pleno muito rapidamente. 

Nível pleno

No nível pleno, existe uma maior complexidade de tarefas. Aqui , o profissional precisa ter maior maturidade e também mais capacidade de tomar de decisões, o que era raramente é exigido no nível júnior. 

No nível pleno normalmente estão profissionais que têm entre 5 e dez anos de experiência. 

Nível sênior

No nível sênior, o profissional se depara com uma ampla complexidade de tarefas. É esperado que ele tem maturidade profissional e emocional, poder de decisão e também capacidade para assumir funções de liderança.

Geralmente, são considerados profissionais seniores aqueles que já têm mais de dez anos de experiência em determinada área. Vale lembrar novamente que essa classificação é apenas uma referência. Nem todo profissional com 15 anos de experiência é considerado sênior etc. 

Diferença salarial entre júnior, pleno e sênior

Da mesma forma que os cargos se confundem e podem variar entre uma empresa e outra, a questão salarial também é diversificada. Não existe uma conta exata para definir a diferença de remuneração entre os níveis. 

Fátima explica que entre as três posições de cargos a única regra é que os salários seguem uma escala crescente. O júnior ganha menos que o pleno, que ganha menos que o sênior. 

“Como disse, quanto maior for o cargo, maiores são as complexidades das tarefas, a autonomia, a habilidade para posições de liderança e, consequentemente, a remuneração”, analisa.

Como saber em qual nível de cargo você está?

Se até no mercado de trabalho essa caracterização não é uma questão fechada, como saber onde você se enquadra na hora de elaborar um currículo ou participar de uma entrevista?

Para começar, não existe fórmula mágica. Se seu cargo atual ou o último cargo que você ocupou era definido como “analista pleno”, você encontrou um bom indício sobre a sua classificação. Do contrário, encontrar a definição certa pode ser bem complicado. 

O nível júnior é o que costuma causar menor dúvidas. Normalmente esse profissional é recém-formado ou tem poucos anos de experiência de mercado. Como afirma Fátima, a indecisão, muitas vezes, aparece entre as denominações de pleno e sênior. 

Seja como for, a sua dica é deixar essa definição por conta da própria empresa empregadora. Isso significa que não é fundamental que ela apareça em seu currículo, principalmente quando você não tem certeza sobre o termo correto. “Você pode mencionar seu conhecimento amplo de tarefas, espírito de liderança e capacidade de tomada de decisões ao longo de uma entrevista, por exemplo”, sugere.

Ela faz uma ressalva, no entanto. “O único risco de elaborar um currículo sem as distinções júnior, pleno ou sênior é a possibilidade de ficar de fora de uma seleção de candidatos em que a busca seja feita por  palavra-chave”. Vale observar que se você incluir a classificação errada também corre o risco de não ser encontrado pelo sistema que faz a pré-seleção de currículos, ok? 

Bônus: o que é nível master?

Além de júnior, pleno e sênior, há ainda o nível master. Em geral, esse profissional tem mais de 15 anos de experiência na área e tem alguma  pós-graduação. 

Esta pessoa experiente também normalmente já ocupou algum cargo de gestão e possui certificações em sua área. 

Geralmente, este é um profissional que tem autonomia plena para atuar, independentemente de supervisão, e costuma gerenciar projetos ou área de negócios. 

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