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Pretensão salarial: tudo que você queria saber

A resposta precisa estar pronta na cabeça de todo profissional, esteja ele em busca de emprego ou não

Você sabe como falar sobre sua pretensão salarial? Esteja você trabalhando ou procurando emprego, essa resposta tem de estar na ponta da língua. Afinal, a gente nunca sabe quando pode ser abordado por um headhunter que tem uma vaga interessantíssima para oferecer. Se você ainda não sabe como fazer isso, confira as minhas dicas.

O que é pretensão salarial?

Pretensão salarial é o salário que você acha que deveria ganhar ao ser admitido por uma empresa para realizar a função a que você está se candidatando. É quanto você acha que vale o seu trabalho considerando quanto o mercado de trabalho vem pagando por ele.

Esse valor, claro, não pode ser tirado do nada. Se você estiver trabalhando e receber uma proposta para mudar de emprego, pode colocar na conta quanto teria de ganhar a mais para aceitar o risco de ir para um lugar novo. Toda mudança envolve risco. Pode dar muito certo, mas também pode não dar e aí você já terá deixado pra trás o emprego que tinha e gostava.

Por outro lado, se você estiver desempregado, seu último salário é a melhor referência na hora de calcular sua pretensão salarial. Digo referência porque também é preciso levar em conta outras variáveis, como a situação do mercado em geral e também do segmento da empresa. Confira mais detalhes para definir e anunciar sua pretensão salarial.

Como colocar pretensão salarial no currículo?

Essa é uma pergunta simples, objetiva, numérica – #sqn! O problema é que, quando juntamos ciências exatas com humanas, o resultado é sempre relativo, proporcional, nunca haverá resposta certa ou errada, mas há a melhor resposta para cada situação, cada contexto.

Quem está feliz com seu trabalho e recebe uma proposta, por exemplo, tende a inflar sua pretensão com proporções maiores do que 20% de seu salário atual. Já aqueles que estão trabalhando, mas não muito contentes, tendem a pedir valores iguais ou pouco maiores. E quanto aqueles que estão em momento de transição, ou seja, disponíveis?

Último salário é referência para quem está desempregado

Para quem está desempregado, o ponto de partida deve ser o último salário.

Se um profissional ganhava R$ 5.000, por exemplo, significa que alguém, em algum momento, entendeu que seu trabalho valia isso. Portanto, um ótimo ponto de referência. Mas acontece que o último salário é resultado de anos de trabalho, muitas vezes com promoções, correções, dissídios, tempo de serviço – e uma vez perdidas estas conquistas, o profissional tem que se adequar à realidade atual do mercado de trabalho.

Salários variam muito para o mesmo cargo

O maior problema em relação ao mercado de trabalho é que existem variações absurdas. Eu, por exemplo, já conheci Gerentes Financeiros com salários de R$ 5.000 a R$ 18.000. O próprio site da VAGAS, em seu mapa de carreiras, mostra uma variação de R$ 2.600 a R$ 7.700 na remuneração deste cargo. Já vi empresas em que um supervisor tinha mais poder e autonomia do que um gerente em outra empresa equivalente.

Pretensão salarial deve ser ajustada ao momento de crise

Outra questão é que, em momentos de crise, os salários são rapidamente forçados para baixo. Neste momento, para ter mais chance de acerto, o profissional que está em busca de emprego deve sinalizar para o mercado uma pretensão salarial com valor igual ao último salário ou, no máximo, até 20% abaixo. Valores menores que estes podem deixar o recrutador inseguro, imaginando que, na primeira oportunidade com salário maior que aparecer, o profissional abandonará a empresa.

Cadastre seu currículo no VAGAS.com.br e aproveite inúmeras oportunidades de emprego.

*João Xavier, autor do post, é diretor-geral da empresa de recrutamento Ricardo Xavier.