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Você costuma navegar na internet ou naufragar?

Preste atenção na relevância das informações que você anda lendo

*por Lígia Crispino

O que você quer ao ler esse artigo? Por que você está dedicando seu tempo para isso? Aonde isso pode levar você? Você costuma navegar na internet ou naufragar?

A relevância de uma informação está relacionada ao sentido que ela faz ou ao que ela acrescenta em sua vida. Por mais que se fale sobre isso, as pessoas não estão conseguindo colocar em prática.

É comum começarmos o dia já com a cabeça cheia de coisas para fazer. Tarefas, lembretes, mensagens nos mais variados meios. Enfim, celular cheio e mente acelerada. Com a internet transbordando conteúdo, nós nos sentimos cada vez mais sem tempo para absorver tudo que nos é oferecido.

Para muitos o celular passou a ser um vício e uma extensão das mãos. Uma pesquisa realizada pela empresa Dscout demonstrou como estamos conectados ao aparelho. O usuário padrão acessa, olha ou toca seu celular cerca de 2.617 vezes ao dia. Já os usuários extremos, mais de 5.400 vezes. Com isso, vivemos em um tsunami informacional ininterrupto.

Só que quantidade de informação nos traz mais sabedoria? Como saber o que tem relevância e credibilidade? A sabedoria foi substituída por conhecimento e conhecimento por informação. A informação é cumulativa, o conhecimento é qualitativo. Tudo o que levamos para dentro de nós e fica conosco é conhecimento. Comparativamente, alimentar-se bem não quer dizer comer de tudo e em grandes quantidades. Temos de selecionar os alimentos mais saudáveis e em quantidade adequada.

Esse cenário fica mais delicado quando olhamos para o resultado que as pesquisas mais recentes mostram sobre o hábito de leitura de livros entre os brasileiros:

Os brasileiros leem em média 4,7 livros por ano, sendo que apenas 1,3 são livros fora do currículo escolar, isto é, que são escolhidos pela vontade e interesse do próprio leitor. Esse dado mostra que, em geral, a leitura no Brasil está associada a uma atividade obrigatória, solitária, que exige paciência e atenção. No entanto, a leitura de livros se dá como um diálogo, uma troca que pode ser bastante estimulante.

A Internet demanda uma escrita mais simples, objetiva, em muitos casos, mais rasa, com vocabulário comum das grandes massas. Por isso, trata-se de uma leitura menos desafiadora, que não permite o enriquecimento do vocabulário e de ideias mais rebuscadas.

Não sou contra a tecnologia, pelo contrário! Ela veio para ficar. Mudou nossa vida radicalmente, trouxe muitos benefícios e ainda trará muitos que nem conseguimos imaginar. Porém, trouxe consigo hábitos que nos prejudicam. A minha reflexão é para os excessos e falta de foco no que pode nos tornar pessoas melhores nos relacionamentos pessoais e profissionais.

É preciso saber obter a informação de forma ágil e usá-la como ferramenta estratégica de competitividade. Dedicar tempo da agenda para o que é realmente relevante fará a diferença em nosso futuro.

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* Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista da Revista Exame. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes Paulista.