Home > Oráculo > Em busca de nossas melhores segundas-feiras

Em busca de nossas melhores segundas-feiras

por Paula Oliveira

Uma sensação gostosa e rara é chegar na segunda-feira e ir fazer o que eu gosto, com as pessoas que gosto, em um lugar que tenha os mesmos valores que eu – e ainda sou paga para viver assim.

Alguém deve estar lendo este primeiro parágrafo e pensando: “Essa mulher está louca, esta realidade não existe, e se existe é para poucos”. Conheço pessoas que vivem isso, garanto que não é 100% do tempo, mas estão sempre em busca de um bem estar e de uma sensação realização.

Uma coisa todos devem concordar: sentir o prazer de concluir um trabalho legal, de ser reconhecido por um projeto concluído, ou de ter colaborado com uma conquista, é uma emoção inesquecível. E ainda falam que as emoções no trabalho só atrapalham! Claro que isso não é verdade, estamos sempre buscando emoções ligadas a realização, felicidade, prazer, conquistas e crescimento, mas sabemos bem que, muitas vezes, somos confrontados com a apatia ou tédio, medo e raiva, muitas outras emoções ligadas a momentos frustrantes que passamos em nosso cotidiano, e que isso também faz parte.

Fui procurar o verdadeiro significado da uma emoção que nada mais é do que a reação de nosso corpo em relação a uma determinada situação. Se este é o significado da palavra emoção, como existem pessoas que dizem que não podemos ou não devemos, levar as emoções para o mundo do trabalho? Na verdade, isso é impossível! Talvez, a pergunta mais certa seria: como lidamos com as emoções que sentimos em um ambiente de trabalho?

Claro que quando sentimos muita raiva, não podemos sair batendo nas pessoas, ou quando estamos muito felizes e alegres, não podemos ficar cantando alto no escritório, afinal, o problema não é a emoção que sentimos, mas sim, nestes dois exemplos, da educação que recebemos.

Gosto de pensar na ideia de termos em nossas cabeças um balde de energia composto por várias emoções positivas, que aumentam cada vez que um evento positivo ocorre e assim vamos aumentando a quantidade de energia deste balde. Sei bem que na vida profissional, na prática, não é assim que ocorre, pois há sempre uma situação que nos gera a perda desta energia revigorante, e até podemos enumerar algumas situações que drenam as nossas energias:

• Fazer o que não gosta
• Fazer diariamente aquilo que exige o seu pior
• Um chefe mau educado
• Sentar ao lado de uma pessoa que só reclama
• Não se sentir reconhecido pelo trabalho realizado
• Ser mal tratado

Aqui fica a pergunta, se o balde está em nossa cabeça e se somos donos dela, qual a razão de nos deixarmos estas situações roubarem as nossas energias positivas? Hoje não existe mais escravidão e as oportunidades de trabalho estão cada vez maiores. Cabe a cada um de nós irmos à busca das melhores segundas-feiras de nossas vidas.

****
Paula Oliveira é coach, psicóloga, tia com 20 anos de experiência em desenvolvimento organizacional e seleção. Bem humorada, brava e inconformada…. Apaixonada por viagens e por acompanhar a evolução das pessoas e das empresas.