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A última do português

Por Felipe Martins

O português pode ser considerado uma das línguas mais complexas existentes. E é com ele que você convive diariamente para se comunicar e expressar seus próprios sentimentos. Quando procuramos vagas de emprego, ficamos tão preocupados com “inglês fluente”, “cursos de especialização”, “experiências na área” que até nos esquecemos do nosso próprio idioma. É aqui que mora um problema: as empresas prezam por boa ortografia e uso correto da língua.

Frequentemente vejo e-mails e currículos de candidatos que apresentam erros ortográficos. Poucos percebem esses erros e muitos nem imaginam que os estão cometendo. Sendo assim, não sabem que isto pode ser o obstáculo nos processos seletivos que participam. Uma pesquisa realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) reforça que a língua portuguesa elimina muitas pessoas nestes processos.

Realizada no ano de 2012, contou com 7.219 participantes que responderam um teste ditado com 30 palavras. Foram eliminadas as pessoas que cometeram mais de sete erros. Alguns resultados surpreendem: 28,8% das pessoas foram eliminadas. Falando de níveis de ensino: os alunos do médio técnico foram os que tiveram o pior desempenho nos testes (37% eliminados), seguidos dos alunos do superior tecnólogo (30%), médio (29%) e superior (28,5%).

Diante destes resultados, o supervisor de seleção, Erick Sperduti, dá um conselho:

“A prática de leitura e, principalmente, o hábito de escrever suas ideias são bons exercícios para aprimorar a linguagem e não perder boas oportunidades em provas como o Enem ou processos seletivos. O desafio para os futuros profissionais não é apenas concluir o curso, mas mostrar domínio do nosso idioma.”

Então, a dica é sempre ler e escrever para exercitar o cérebro.