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Investindo dinheiro em tempos de crise

Alertas preciosos para quem quer cuidar bem do seu dinheiro

por Fernanda Bottoni

Em tempos de crise o dinheiro fica mais curto e, quando sobra algum para investir, com certeza ninguém quer correr o risco de levar um prejuízo. Não é mesmo? Pensando nisso, Ivan Emerik, diretor da Safe Consultoria Financeira e autor de Saúde Financeira Sem Mistérios, faz quatro alertas preciosos para quem quer cuidar bem do dinheiro nesta época esquisita pela qual estamos passando. Confira!

1 – Fuja da renda variável. Pode ser tentador, mas se você não for um expert no assunto passe longe de ações ou dólar. “Só compre moeda estrangeira se você estiver prestes a viajar porque é errado comprar o que está subindo”, diz ele. “Para ganhar, você teria de comprar antes dessa alta, que não sabemos quanto ainda vai durar.” O mesmo vale para a Bolsa de Valores. “Ela é um bom negócio para longo prazo e não para quem tem uma expectativa de curto prazo, como a de trocar de carro no final do ano quando receber o 13º”, alerta o especialista. “Deixe o risco para quem tem estômago, é do ramo, acompanha isso diariamente e, de certa forma, sabe prever melhor o que vai acontecer.”

2 – Prefira a renda fixa. A dica é escolher um Fundo DI ou CDB. Esse tipo de fundo paga, normalmente, cerca de 90% da taxa Selic, que hoje está próximo de 14,25% ao ano. A dica é ficar atento às taxas de administração, que variam muito de um banco para outro – de 2% a 6% ao ano, por exemplo – e também ao desconto de Imposto de Renda, que varia de acordo com o tempo que você deixa o dinheiro aplicado. Até um ano, o desconto costuma ser de 20% e a mordida do leão vai diminuindo com o tempo.

3 – Poupança agora não é bom negócio. Atualmente, o rendimento da poupança está em torno de 60% do CDI – ou seja, abaixo do rendimento da renda fixa. “A vantagem é apenas a de você saber quanto vai ganhar, sem precisar acompanhar a oscilação do mercado”, explica Emerik. “Neste momento, ela vale apenas para aqueles investidores muito conservadores.”

4 – Tesouro direto pode ser uma opção, mas, como ele exige que você opere por meio de uma corretora, nem sempre é a melhor alternativa para pouco volume e prazo curto. “É fato que você pode ganhar um percentual um pouco maior, mas normalmente essa forma de atuação vale mais a pena para um investimento de longo prazo, de dez a quinze anos, por exemplo, para pagar a faculdade do seu filho”, recomenda o especialista.