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Entrevista em inglês nos processos seletivos

Especialista dá dicas de como se comportar nesta fase da seleção

por Lígia Crispino

Aqui você vai aprender um pouco mais sobre como se comportar em uma entrevista em inglês do processo seletivo daquela empresa que tanto sonha. Confira!

1. Fale bastante

Um erro comum é o candidato acreditar que, falando pouco, estará correndo menos riscos de errar. Sem conteúdo, o recrutador terá dificuldades de identificar o nível de fluência, ou pior, poderá achar que o candidato não tem conhecimento ou fluência no idioma.

2. Deixe o recrutador conduzir

O candidato não deve impor o que quer falar, pois dá a nítida impressão de que decorou ou se preparou para falar sobre aquele assunto, normalmente sua experiência. Ele deve deixar o recrutador conduzir a entrevista em inglês.

3. Avaliação oral

Normalmente a avaliação oral de idioma estrangeiro é terceirizada. Desta forma, o avaliador não sabe detalhes do processo seletivo e, muito menos, se o candidato tem chances de passar para a próxima etapa. Portanto, o candidato não deve perguntar como ele foi no teste, se tem chances. Isso demonstra muita ansiedade e insegurança.

As avaliações orais cobram vocabulário de negócios, para isso é importante que o candidato esteja familiarizado com alguns jargões e expressões. Em alguns processos seletivos, é possível que seja cobrado o vocabulário específico de uma dada área. Por isso, ler livros de negócios em inglês, sites especializados em notícias do mundo corporativo é recomendado.

4. Cuidado com respostas prontas

O candidato deve evitar respostas decoradas na entrevista em inglês, ele tem de soar natural, desenvolto, que está presente na conversa. Uma conversa é um processo criativo, uma jornada que leva as pessoas para o mundo dos pensamentos e ideias. Cuidado com os clichês e respostas prontas.

5. Vícios de linguagem na entrevista em inglês

Atenção para os vícios de linguagem, tais como: you know, kind of, then, so, right no inglês. Uma sugestão interessante é o candidato gravar algumas falas espontâneas, depois ouvir com o objetivo de perceber se tem algum desses vícios de linguagem e também se comete erros de gramática ou pronúncia. Pode até contratar uma escola de cursos customizados para ajudá-lo a identificar esses erros, se tiver dificuldade de fazê-lo sozinho. O ideal é tentar reduzir ao máximo os erros e a repetição de palavras, elas soam como muleta e que você não tem muita consciência do seu discurso.

6. Tempos verbais

É muito comum avaliar candidatos que, mesmo tendo estudado por alguns anos o idioma estrangeiro, se comunicam, basicamente, usando o tempo presente dos verbos. Não fazem distinção se estão relatando fatos passados ou ações futuras. Isso pode causar ruídos na comunicação. Portanto, estudar os tempos verbais e tentar usá-los corretamente em seu discurso.

7. Nível do idioma

Há muitas escolas de idiomas e várias não oferecem a carga horária necessária em sua grade para que os alunos atinjam realmente o nível avançado. Portanto, nem sempre o nível avançado de um escola é realmente esse nível quando comparado com a grade europeia CERF (Common European Framework of Reference for Languages). Essa grade é utilizada pelas consultorias de idiomas para definição do nível linguístico dos candidatos em processos seletivos. Se estiver inseguro, faça uma avaliação de proficiência.

 

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*Sócia-diretora na Companhia de Idiomas.