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Economia: 7 pontos sobre o mercado de trabalho

Oportunidades na área tendem a seguir o ritmo da economia nacional

por Fernanda Bottoni

O mercado de trabalho em economia é muito amplo e, muitas vezes, se confunde um pouco com o dos profissionais que vêm das faculdades de engenharia e administração. Segundo Samy Dana, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EESP), as oportunidades para economistas tendem a seguir o ritmo da economia nacional (sem qualquer trocadilho): quando as coisas vão bem, elas vão bem também. Em períodos não tão animadores, as contratações também não são tão numerosas. A seguir confira sete pontos que todo profissional que está (ou pretende entrar) nessa área precisa conhecer:

1 – O campo de atuação em economia é e deve continuar sendo muito amplo. “Há espaço tanto na área acadêmica, para onde seguem principalmente os graduados nas faculdades de primeira linha, quanto em consultoria e empresas”, afirma Dana. Em Economia, especialmente, complementar a formação com mestrado e doutorado não significa necessariamente manter-se afastado de empresas e instituições financeiras. “Todos os bancos têm um economista-chefe que quase invariavelmente tem doutorado ou PhD no exterior”, diz ele.

2 – O curso, em geral, fica entre seus dois principais concorrentes – administração e engenharia. “Ele aborda tanto os aspectos quantitativos da engenharia quanto os operacionais da administração, além de ter uma bagagem filosófica”, diz o professor. “É uma formação completa muito interessante”, garante.

3 – Governo, bancos e empresas são os principais empregadores dos profissionais formados em economia que não seguem a vida acadêmica. “Há muitos economistas em áreas estratégicas de empresas. Outros fazem gestão de fundos e ativos financeiros, em que a concorrência com engenheiros é grande, e muitos também vão trabalhar com pesquisa na área pública”, diz ele.

4 – Além da área de atuação, as faculdades de economia também são muito diferentes entre si. Enquanto algumas valorizam pesquisa, outras são mais focadas em finanças e há também aquelas mais orientadas para o social. “É muito importante que o universitário tenha em mente qual é o forte da escola que ele vai estudar para se direcionar desde cedo à área em que pretende trabalhar”, diz Dana. O professor acredita, por exemplo, que Unicamp e PUC-SP tendem a ser mais focadas no social. Já a FGV, diz ele, é mais orientada para finanças e pesquisa. “Temos uma base quantitativa tão forte quanto a de engenharia”, diz ele. “Os alunos sabem programar e tem carga horária grande de finanças”, explica. Quanto Faap e Mackenzie ele acha que são mais voltadas ao mercado de trabalho e à empregabilidade. “É uma percepção minha, não falo em nome da FGV”, faz questão de ressaltar.

5 – Segundo Dana, é importante que o economista saiba “colocar a mão na massa”. “Ele precisa saber trabalhar dados e programas e não ficar apenas filosofando ou naquela atitude de pensador, no mau sentido”, diz ele. “O profissional pode, claro, discutir para onde vai a política do País, mas também tem de ser capaz de dar soluções práticas e rápidas quando necessário”, explica.

6 – No lado comportamental, as exigências do mercado não são muito diferentes do padrão das grandes empresas. O mercado exige que os profissionais desenvolvam habilidades de comunicação e trabalho em grupo.

7 – Mais uma observação interessante do professor é que profissionais precisam, sim, ter conhecimentos técnicos aprofundados, mas também devem ser grandes generalistas. “É fundamental ter versatilidade”, diz ele. “Essa é uma grande mudança porque já tivemos a época dos superespecialistas em suas áreas e agora temos a necessidade de conhecer um pouco de cada uma.”