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Direito: 7 tendências para o mercado de trabalho

Entenda onde e de que forma esses profissionais serão requisitados

por Fernanda Bottoni 

Você imagina onde estarão as maiores oportunidades profissionais do Direito daqui a alguns anos? Claro que bola de cristal ninguém tem, mas André Camargo, coordenador do Insper Direito, tem estudado bastante o assunto, conversado com escritórios, empresas e headhunters para entender onde e de que forma esses profissionais serão mais requisitados daqui para a frente.

Confira o resultado da sua apuração nesta lista de sete tendências para o mercado de trabalho na área de Direito:

1 – As novas tecnologias devem esquentar esse mercado de trabalho. “Temas relacionados a tecnologia da informação, direito de propriedade intelectual, bullying, comércio eletrônico e internet em geral estarão em alta”, diz ele. Como o próprio professor diz, Direito é uma ciência muito conservadora e, por isso, os assuntos tecnológicos são lentamente absorvidos pelos profissionais da área. Portanto, quem se moldar mais rápido a essa realidade deve ter vantagens profissionais. Quem não sabe por onde começar, pode ficar atento à nova regulamentação do comércio eletrônico e ao Marco Civil, sancionado recentemente pela presidente Dilma Rousseff.

2 – Atenção: conteúdo não é tudo. “No passado, o que mais importava no profisional de Direito era o conteúdo que ele tinha, se era especialista na área X ou bambambam na área Y”, diz Camargo. “O profissional valia o quanto sabia.” Claro que o conteúdo não deixou de ser importante, mas a informação pura e simples não diferencia mais um profissional do outro porque ela está muito mais facilmente à disposição de todo mundo. “É aquela história de dar um Google e rapidamente obter todas as respostas”, diz o professor. É isso mesmo, o conhecimento deixou de ser um privilégio.

3 – Se conteúdo não basta, o que o mercado espera dos profissionais é que eles tenham um conjunto de habilidades e competências, como a capacidade de pesquisar, trabalhar a informação de forma multi e interdisciplinar e se comunicar. “Eles precisam saber como aplicar e trabalhar o conteúdo que têm para resolver o problema”, diz ele.

4 – É preciso se comunicar com clientes internos e externos – entender o que eles dizem e se fazer entender por eles. Pois é. Aquela figura do advogado erudito, que reveste as palavras de um jeito rebuscado sem se preocupar com o entendimento da mensagem está ultrapassada. “Na antiguidade, um profissional bom era o que falava bonito, criava teorias e uma série de hipóteses, mas ficava longe de resolver o problema prático.”

5 – Ou seja, agora o profissional de Direito tem de ser parte da solução e isso inclui entender o que o cliente diz, o que a empresa faz, como ela se organiza, como é sua parte financeira, como flui a comunicação interna, qual a cultura organizacional e qual o papel que a empresa espera dele. “O advogado não pode simplesmente chegar com ‘sim’ e ‘não’. Precisa trazer alternativas e soluções e derrubar o estigma do ‘manda para o jurídico achar problema'”, diz o professor.

6- A palavra-chave para a área jurídica das empresas parece ser agora “parceria”. “O profissional de Direito não deve ser mais aquele que vai apagar incêndio”, afirma Camargo. “Ele tem de ser um parceiro das outras áreas, ajudar a entender o problema, construir soluções e não atuar apenas como um consultor a que as pessoas recorrem apenas em último caso.”

7 – E o que fazer se o curso de Direito, tradicionalmente, não desenvolve esse grupo de habilidades e competências que o mercado busca nos profissionais? Há duas opções. Ou encarar que você vai desde cedo ser jogado aos leões para resolver problemas possivelmente sem ter preparo para isso, aprendendo na prática. Ou pode procurar um curso que complemente a sua formação.