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Como vencer o medo de falar inglês

Veja como controlar o nervosismo e a vergonha na hora de se comunicar

por Lígia Crispino*

Um dos maiores obstáculos profissionais e pessoais é o medo de falar inglês. Imaginamos o julgamento e a crítica dos amigos, pares, líderes, clientes e até parentes. Por conta desse medo de mostrar suas limitações ou de errar, as pessoas travam na hora de falar em inglês. Não é algo simples de resolver, pois envolve nossos modelos mentais, ou seja, como nossa mente opera e interfere em nossas ações.

7 dicas para perder o medo de falar inglês

1. Desvencilhe aos poucos da ideia de julgamento

Quando o julgamento vier e o medo de falar inglês falar mais alto, traga para a consciência, converse com você mesmo. Às vezes, nós nos julgamos e nos comparamos injustamente, pois não estudamos o suficiente para ter uma boa fluência. Além disso, somos diferentes e todos nós, sem exceção, temos qualidades e fragilidades. O importante é investir no autoconhecimento para saber a origem deste comportamento e procurar trabalhar para superá-lo.

Questionamentos virão, tais como: “O que as pessoas estão pensando de mim? Será que estou vermelho? Estou transpirando? E se me perguntarem algo que não souber responder?” Mas não dê atenção. Se você estiver preparado e investindo no aprendizado do idioma, vale o item abaixo. Isto é inteligência emocional.

2. Aceite que os erros são parte da aprendizagem

Se perceber que falou algo errado, não leve em consideração: continue, o importante é falar. Importante é não deixar o medo de falar inglês surgir. Focar na desenvoltura nos níveis mais básicos é mais interessante do que falar tudo corretamente. A eliminação dos erros é um processo que leva tempo. No processo de aprendizagem de um idioma como o inglês, é importante ter claro que como é uma língua muito diferente do português, precisamos esperar o cérebro se acostumar com os novos parâmetros de comunicação.

3. Fale sozinho em inglês e em voz alta

Estamos sempre pensando. Então, todos os dias, procure pensar em inglês e também criar diálogos e repeti-los várias vezes em voz alta, ou repita diálogos de séries ou cante junto com as músicas. Grave e ouça sua própria voz e veja se consegue perceber eventuais erros de gramática e pronúncia.

4. Observe sua respiração

Quando deixamos a ansiedade tomar conta do nosso corpo, a respiração fica ofegante, começamos a gaguejar ou trocar palavras, perdemos o foco do que estamos fazendo e falando. Neste cenário, o ideal é fazer uma pequena parada e respirar fundo algumas vezes, por pelo menos, um minuto e de olhos fechados, só percebendo o ar entrar profundamente e o ar sair calmamente. A respiração profunda nos acalma e traz equilíbrio.

Cuidado também com a sua postura corporal. Ao manter a coluna ereta e olhar para frente, você transmite credibilidade e segurança. Isso aumenta a sua auto confiança. O corpo fala e pode transmitir o que você não deseja. Só que, se você tiver consciência, pode alinhar a sua fala com o que seu corpo está transmitindo.

5. Tenha disciplina e foco

Estabeleça ações e metas diárias, semanais e mensais de aquisição de vocabulário, pronúncia adequada e estruturas gramaticais. Além de realizar um curso de inglês, você deve utilizar muitos outros recursos, mencionados no item 6. Quanto mais estruturas e vocabulário você tiver adquirido e automatizado, mais fluida será a sua comunicação. Lembre-se de que para atingir seus objetivos de fluência será necessário tempo. Regularidade e foco no que precisa ser feito sempre até atingir seus objetivos de fluência.

6. Selecione a melhor opção de curso para você

Qual será o formato de curso mais adequado? Há muitas possibilidades: aulas individuais ou em grupo. Presenciais ou online. Escolas abertas ou escolas in-company. O ideal é que o curso tenha metodologia compatível com suas necessidades e seu estilo de aprendizagem, ou que ofereça programas customizados. Também importante que tenha conteúdo diversificado: portais, aplicativos, livros, revistas, áudios etc.

7. Seja persistente

Se você esperar mudanças radicais e imediatas, passará a se cobrar ainda mais porque o domínio do inglês não acontece em pouco tempo. É necessário um mínimo de 600 horas de curso para alcançarmos uma fluência avançado do idioma. Não adianta falar que você já começou e parou vários cursos.

Lembre-se, é preciso regularidade e continuidade. Além disso, não é o número de anos de estudo. Vejo pessoas que dizem estar estudando inglês há dois anos, mas fazendo uma hora semanal. O ano tem 52 semanas. Em dois anos, na melhor das hipóteses, o aluno terá feito 104 de guided learning hours (horas com professor). É preciso entender isso para não se cobrar indevidamente.

 

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*Lígia Crispino é fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto.