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Aprenda a identificar e evitar estresse no trabalho

Irritação, cansaço e falta de concentração são alguns dos sintomas

Você se sente irritado, cansado e não consegue se concentrar? Desconfia de que esteja sofrendo de estresse no trabalho? Vamos por partes. Como explica o doutor Ricardo Monezi, pesquisador da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, nem todo estresse é negativo. Sabia disso? Pois é, em pequenas doses, o estresse “bom” (chamado eustresse) ajuda a pessoa a reagir de forma positiva às situações de mudança e desafio. Isso porque o organismo produz adrenalina, que dá aquele ânimo e aquela energia para tornar a pessoa criativa e produtiva.

No entanto, o estresse em excesso (chamado distresse) é muito prejudicial tanto para a saúde quanto para a carreira, porque ele reduz a nossa capacidade de comunicação e de concentração. Como consequência, em cascata, também acaba reduzindo nossa criatividade e nossa produtividade e ainda aumenta a necessidade de retrabalho – sabe quando você tem de refazer toda hora uma coisa que deveria ter terminado de uma vez? É isso.

Confira como anda o seu grau de estresse no trabalho

Para saber se você está mais para eustresse ou distresse, Monezi listou 12 itens. Conte com quantos deles você se identifica.

  • Fadiga: você se sente cansado o tempo todo;
  • Irritabilidade extrema: você está sempre querendo explodir e se irrita com as coisas mais bobas;
  • Falta de concentração: você não consegue manter o foco no que está fazendo;
  • Sintomas de depressão: você sente uma tristeza constante e não tem vontade de se divertir;
  • Pessimismo: se alguma coisa tem chance de dar errado, você tem certeza de que não vai dar certo;
  • Doenças recorrentes: você passa muito tempo gripado, com tosse, com dor de cabeça ou com problemas de pele ou queda de cabelo, por exemplo;
  • Acidentes: você quebra copos quando lava a louça, tropeça toda hora, bate o carro etc;
  • Dificuldade de comunicação: você não consegue dizer o que sente ou as pessoas simplesmente não entendem o que você fala;
  • Problemas de sono: você dorme demais ou tem insônia – ou acorda mais cansado do que estava quando foi dormir;
  • Problemas alimentares: você percebe que está comendo demais ou não come nada porque não sente fome; a pessoa pode comer demais ou até não comer;
  • Redução do potencial criativo: você não consegue criar coisas novas, abstrair, porque sua cabeça está ocupada com pensamentos repetitivos;
  • Redução da produtividade: você percebe que não consegue mais produzir com a mesma agilidade e a mesma qualidade que produzia no passado.

Segundo o pesquisador, quem se identifica com oito ou mais desses itens precisa buscar ajuda para reverter a situação. “A ajuda pode vir tanto de um psicólogo quanto do RH da empresa”, diz ele. Também, claro, é possível tomar algumas atitudes próprias para reverter essa situação, ainda que você ainda não esteja num grau tão comprometedor de estresse, mas sinta que pode chegar lá.

Atitudes que ajudam a reduzir seu estresse

  1. Praticar esportes. O ideal, segundo o pesquisador, é se exercitar no mínimo três vezes por semana por 40 minutos;
  2. Uma alimentação saudável e equilibrada também pode ser boa aliada no combate aos sintomas do estresse. Isso significa fazer refeições regularmente e cuidar da qualidade e da quantidade do que vai ser ingerido. Frutas, legumes, fibras devem fazer sempre parte do cardápio;
  3. Conversar, não apenas com a família, mas com amigos, também ajuda muito neste caso. “Desabafar é sempre um bom remédio, por isso é importante que a pessoa mantenha um círculo social”, diz Monezi. “Nem sempre é possível falar sobre tudo apenas com a família”;
  4. Ter um tempo para atividades de lazer e hobby, que distraiam a mente, é outra dica. “Não importa se é o futebol com amigos no domingo ou aeromodelismo, o importante é que seja algo relaxante que você goste”;
  5. Já ouviu dizer que “quem canta seus males espanta”? Pois é… “Ouvir música também é um elemento interessante para o manejo do estresse”, diz ele. Detalhe: não tem de ser música clássica, nem mesmo uma música “calma”. Tem de ser a música que você gosta e que faz você relaxa;
  6. Reduzir consumo de álcool e tabagismo é a última recomendação. Aparentemente, eles podem até trazer uma sensação reconfortante, mas o efeito final só contribui para piorar o seu estresse.

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