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7 passos para fazer currículo de jovem aprendiz

Vale a pena valorizar cursos online, palestras e voluntariado

Fazer um currículo de jovem aprendiz não é tarefa impossível, mesmo para quem não tem experiência profissional para relatar. É o que garante Eva Buscoff, coordenadora de treinamento interno do Nube. Segundo Eva, é muito comum que jovens que ainda não começaram a trabalhar acreditem que não têm qualquer experiência ou habilidade para destacar na hora de se candidatar ao primeiro emprego. “É um equívoco”, afirma. “Mesmo quem nunca trabalhou já deve ter feito alguma coisa e desenvolvido determinada habilidade que pode enriquecer seu currículo.” Duvida? Então confira sete dicas para incrementar o currículo de jovem aprendiz e conseguir uma oportunidade.

Como fazer currículo de jovem aprendiz

  1. Especifique sua escolaridade
  2. Preste atenção aos erros de português
  3. Insira cursos complementares
  4. Coloque as palestras que tenha participado
  5. Faça cursos online
  6. Insira atividades complementares
  7. Corra atrás do tempo perdido

Como desenvolver cada passo no currículo

1. Escolaridade

Coloque sua escolaridade de forma correta e atualizada. Isso significa especificar o nome da sua instituição de ensino, o curso que você faz, o ano ou semestre que está cursando e o total de anos ou semestres do curso.

2. Erros de português

Preste muita atenção em erros de português. “Nenhuma empresa quer chamar um jovem aprendiz que não sabe escrever corretamente”, diz ela. Em caso de dúvida, consulte um dicionário, uma gramática ou até mesmo o seu professor.

3. Cursos complementares

Insira informações sobre cursos complementares que você tenha feito. Nome, data e um pequeno resumo vão muito bem. Fez um curso rápido de informática? Vale colocar. Estudou algum idioma? Mesmo que seu conhecimento esteja no nível básico, ele pode contar pontos.

4. Palestras

As palestras que você assistiu também são importantes. Descreva quais foram elas, quando ocorreram e, se for o caso, que tipo de conhecimento elas trouxeram para sua vida. “Vale a pena destacar até eventos que a sua instituição de ensino realizou e você participou, como uma semana de apresentações sobre mercado de trabalho e processos seletivos”, diz Eva. “Tudo isso demonstra que você será um jovem aprendiz focado em se desenvolver profissionalmente.”

5. Cursos online

Cursos online também são válidos. Se você fez cursos a distância sobre currículo, administração de tempo, marketing pessoal, por exemplo, tudo isso pode entrar no currículo. Se você aprendeu a programar com um tutorial do YouTube, essa informação também pode ser valiosa porque demonstra seu interesse e sua capacidade de ir atrás do que quer.

6. Atividades complementares

Atividades complementares também são importantes para o currículo de jovem aprendiz. Se você criou uma empresa na escola ou se faz um trabalho voluntário, lembre-se de contar tudo isso no currículo. “Todas essas iniciativas demonstram que você se empenhou, trabalhou em equipe, buscou uma solução para algum desafio”, explica Eva. “Quando você coloca essas informações de forma clara e objetiva, demonstrando as habilidades que desenvolveu, certamente seu currículo se torna mais atrativo”, afirma.

7. Complementações

Corra atrás do tempo perdido. Se mesmo com todas essas dicas você não encontrou nada interessante para destacar no seu currículo, a recomendação é correr atrás do tempo perdido. Saia de casa e busque alguma boa história para contar. Procure cursos, faça trabalho voluntário, envolva-se em algum projeto especial da escola. Vale a pena.

Para quem não sabe, o programa jovem aprendiz é um projeto do governo federal criado a partir da Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/2000), que determina que empresas de médio e grande porte contratem jovens como aprendizes. O contrato de trabalho pode durar até dois anos e, durante esse período, o jovem recebe aprendizado teórico (em sala de aula) e prático (dentro da empresa contratante). A ideia principal é que o jovem receba capacitação para melhorar habilidades na área que atua na empresa. Para participar do programa é preciso ter entre 14 e 24 anos e estar matriculado ou já ter concluído o Ensino Médio. Estudantes de escolas públicas podem ter preferência na seleção e a frequência e o desempenho escolar também podem ser diferenciais no processo de recrutamento.

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