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6 dicas para acabar com o preconceito nas empresas

por Fernanda Bottoni

Recentemente, o Nube fez uma pesquisa para saber quem sofre mais preconceito no ambiente profissional. Mais de sete mil pessoas deram sua opinião e o resultado não foi dos mais animadores, não. Com 40,72% dos votos, a alternativa “Homossexuais, com piadas e comparações” ficou isolada no topo do ranking. Depois, vieram “Pessoas mais velhas, por conta do conflito de gerações” (16,23%) e “Negros, mesmo sendo velado” (15,92%). Em quarto, com 10,16%, ficou a alternativa “Mulheres, pela desconfiança de seu potencial”, e, por fim, vieram “Não existe preconceito no ambiente profissional” (8,54%) e “Pessoas de outras regiões, por seu sotaque” (8,43%).

Para Rafaela Gonçalves, analista de treinamento do Nube, o resultado demonstra a necessidade de muito amadurecimento em diversos setores da sociedade. “Para minimizar todos esses casos, é necessária uma mudança de comportamento nas empresas”, diz ela. A seguir confira suas recomendações para tratar e (esperamos!) eliminar qualquer tipo de preconceito nas empresas.

1 – O primeiro passo para acabar com o preconceito, diz Rafaela, é admitir que ele ainda existe. Infelizmente, mas existe.

2 – Para ela, todos os assuntos que envolvem preconceitos devem ser discutidos abertamente. “Não falar sobre ele ou fingir que não existe é a pior estratégia porque não gera amadurecimento”, diz ela. “O preconceito existe porque as pessoas nao discutem o assunto, têm medo de expor o que pensam”, diz. Sua dica é levantar a questão e trabalhá-la em equipe. “O respeito às individualidades melhora os conflitos”, diz.

2 – Seguindo esse pensamento, sua recomendação para quem sofrer algum tipo de discriminação é buscar conversar com o gestor ou alguém do RH. “É preciso expor o problema e buscar soluções, discutindo o assunto até chegar a algum entendimento”, diz ela. Nessa conversa, o ideal é apresentar exemplos reais. Uma situação em que um colega fez uma piada discriminatória ou até, se for o caso, se negou a trabalhar em equipe por preconceito. A conversa deve ser o mais objetiva possível para não deixar dúvidas do que está ocorrendo. “Sofrer calado não vai resolver nada.”

3 – Por outro lado, quem vê de fora esse tipo de coisa acontecer, pode espontaneamente tentar intervir. Você pode, sim, dizer para aquele colega que o tipo de brincadeira que costuma fazer é indelicado e preconceituoso, mesmo que pareça engraçado. “O respeito às individualidades é a saída para muitos conflitos”, explica. Ou seja, além de melhorar o clima, sua postura ainda vai demonstrar que você é um profissional mais maduro. “Quem busca minimizar esse tipo de discriminação é considerado uma pessoa equilibrada e, com certeza, será reconhecida por isso”, diz ela.

4 – Agora, se você é quem costuma fazer piadas, por favor, comece a pensar antes de falar. Se você não tem certeza se vai ser bem interpretado ou se sabe que alguém pode ficar constrangido com a brincadeira, simplesmente não brinque. Trabalhar num clima descontraído é muito bom, claro, desde que ninguém precise se sentir discriminado para isso. Uma boa medida para saber o limite de uma brincadeira é considerar que ela só é boa quando todos riem. E sorriso amarelo não conta.

5 – É preciso também considerar que o preconceito não ocorre apenas em um sentido. “Uma pessoa mais velha que trabalha com pessoas mais jovens pode sentir tanto preconceito quanto o mais jovem quando está entre profissionais mais experientes”, lembra Rafaela. O mesmo vale para mulheres que trabalham em ambientes mais masculinos e homens que trabalham em áreas historicamente mais femininas, por exemplo. Vale inclusive para heterossexuais que discriminam homossexuais e homossexuais que discriminam heterossexuais etc.

6 – Por fim, Rafaela também ressalta que é o mais importante para evitar qualquer tipo de preconceito é sempre lembrar que as relações de trabalho devem ser pautadas pelo respeito e o que diferencia um profissional de outro é eficiência, habilidade e competência – e tudo isso, definitivamente, independe da orientação sexual, do gênero, da idade, da ascendência ou de qualquer outro fator desse tipo. É óbvio, mas pode apostar que muita gente anda se esquecendo disso