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5 passos para ser trainee

Veja como escolher vagas que combinam com você para aproveitar o potencial

Ser trainee é o sonho de muitos jovens profissionais, mas quase nenhum deles sabe exatamente como ser o trainee que as empresas procuram e como aproveitar tudo o que uma oportunidade desse tipo traz para sua carreira. Segundo Fernanda Thees, sócia-diretora da Loite, empresa de orientação de carreira para jovens, tudo começa com o cuidado na escolha dos programas a que você vai se candidatar.

Como ser trainee?

1. Escolha programas que tenham a ver com você

A ideia é não sair atirando para todos os lados, mas avaliar quais empresas e quais programas combinam com você e focar seus esforços nessas oportunidades. “O candidato pode analisar a empresa e se perguntar se ela está em um segmento que interessa a ele, por exemplo”, diz Fernanda. Se você gosta de varejo, por exemplo, ou indústria alimentícia pode se focar nesse segmento. Outra opção é observar as áreas em que as vagas são oferecidas. Você quer trabalhar em marketing ou RH e o programa oferece vagas nessas áreas? Excelente.

Outra dica para ser trainee é ficar atento a programas de empresas que não são tão conhecidas. Isso porque as mais conhecidas normalmente têm disputas mais acirradas para as vagas de trainee e nem por isso são necessariamente as que oferecem os melhores programas. A recomendação da especialista é fazer uma busca bastante atente pelos programas mesmo quando o nome das empresas não é conhecido pelos candidatos.

2. Pesquise profundamente as empresas

Se você quer saber como é ser trainee em uma empresa, precisa ir além das informações que ela disponibiliza no site, que podem não condizer exatamente com a realidade. “Aproveitando as mídias sociais, os contatos dos seus pais, tios, professores, você pode conversar com pessoas que estão lá dentro e saber como é realmente a cultura da empresa”, alerta Fernanda.

Isso ajuda a identificar programas que tenham a ver com você e ainda pode contar pontos no processo seletivo, principalmente na hora de responder a uma pergunta bastante comum: “Por que você quer trabalhar aqui?”. “Quem conversou com pessoas para colher informações pode dar uma resposta bastante prática, com base no que conseguiu apurar nessas conversas”, afirma.

3. Tome suas decisões conscientemente

Depois do processo seletivo, quando finalmente você fizer parte de um programa de trainee, há também alguns cuidados que você deve tomar para aproveitar todo o potencial que essa oportunidade traz para sua carreira. O principal deles é tomar decisões analisando detalhadamente quais são seus prós e contras. “Se você não quiser trabalhar até tarde, tudo bem, desde que fique tranquilo sabendo que outro colega pode fazer isso e conseguir uma promoção ou um aumento antes de você”, diz Fernanda.

A dica é ter autoconhecimento para saber o que é mais importante para você. E também nunca se esquecer de que as escolhas têm consequências. Você quer ter um bom emprego, mas ao mesmo tempo não quer abrir mão da sua vida social? Tudo bem. Você quer abrir mão de qualquer coisa para chegar à diretoria? Tudo bem também. “O que não dá é para achar que você pode ter tudo ao mesmo tempo.”

4. Trabalhe bem em equipe

Os trainees normalmente trabalham em projetos multidisciplinares para apresentar melhorias para áreas que estão acabando de conhecer. Trabalhar bem em equipe é uma habilidade essencial. “Imagine que você tem 23 anos e precisa diagnosticar e sugerir mudanças para uma área que você mal conhece e tem pessoas fazendo a mesma coisa há mais de 30 anos”, diz Fernanda.

Você vai precisar de muito jogo de cintura para lidar com essas pessoas e também de bastante empatia para não parecer arrogante. Ou você cria um bom ambiente ou dificilmente conseguirá obter as informações que precisa.

5. Cuide de seus relacionamentos

Preste atenção se as pessoas certas estão atentas ao trabalho que você está realizando e não tenha medo de falar com altos executivos, apresentar suas ideias e seus projetos. “O Roberto Setubal contou em uma palestra que quatro trainees marcaram uma reunião com ele e outros membros da diretoria sem que eles soubessem o que era”, conta Fernanda. “Disso nasceu o CUBO, associação sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo de tecnologia que tem apoio do Itaú e da RedPoint eVentures.” Já pensou se isso acontece com você? Um bom networking nunca é demais.

 

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