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4 passos para lidar com pessoas chatas no trabalho

Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento

por João Xavier* 

Pessoas chatas no trabalho não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com pessoas assim, que nos desagradam. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente.

A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio ou calor, medo, nojo.

Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas. Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação?

Como não se deixar abalar por pessoas chatas no trabalho

1 – A primeira coisa a fazer é uma análise profunda sobre o que mais o incomoda naquela pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. Você muito provavelmente vai encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.

2 – Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria, como os pontos positivos encontrados, por exemplo. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!

3 – Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significar não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.

Por fim, não deixar se abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”.

Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu,  pode ser você ou seu irmão…

 

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*João Xavier é diretor-geral da empresa de recrutamento Ricardo Xavier.