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3 sintomas de pouca felicidade profissional

Como descobrir se algo está errado em sua vida no trabalho

por Rodolfo Viana

Nos últimos anos, vi uma revolução acontecer no meu círculo profissional. Amigos queridos, pessoas competentes, decidiram deixar seus empregos estáveis e relativamente bem remunerados para fazer o que realmente gostavam, pois estavam com sintomas de pouca felicidade no trabalho.

Um exemplo real

Dois deles, um editor-chefe e outra editora de revista, pediram demissão e foram para Berlim, na Alemanha, viver por um tempo. Lá, montaram um projeto que busca investigar a felicidade. Eles fazem uma constatação interessante:

“É esquisito escrever isso, mas mais de um amigo usou a expressão ‘minha vida começa quando eu chego do trabalho’ para descrever os parcos momentos de felicidade que a gente experimenta entre jornadas de oito horas preenchendo formulários, apertando botões e participando de reuniões.”

Será possível ser feliz no trabalho? Eu afirmo que sim. Mas a felicidade deve ser perseguida; ela não cai no colo. Tenzin Gyatso, um dos grandes mestres contemporâneos do budismo, afirma: “para se aproximar da felicidade, é necessário identificar as causas da nossa infelicidade e as causas da nossa felicidade; depois, extinguir os primeiros e estimular os segundos”.

Que tal aplicarmos isso na vida profissional?

Alguns sintomas de pouca felicidade

A seguir, estão três sintomas bastante comuns de infelicidade no trabalho. Identificar estes comportamentos é a primeira etapa para combatê-los.

1. Não gosta de domingo ou segunda-feira

Tem muita gente que não gosta do domingo. Acha-o um dia “morto”, sem graça. Geralmente, o motivo de torcer o nariz para o domingo é a antecipação do sentimento pelo início de uma nova semana útil. Em outras palavras: domingo lembra que, daqui a pouco, será segunda-feira, dia de acordar cedo, enfrentar trânsito, trabalhar.

Os menos ansiosos conseguem aproveitar bem o domingo, mas não escapam dessa sensação de desconforto na segunda-feira. Fato é: se você lamenta o início de uma semana de trabalho é porque, em maior ou menor grau, está infeliz fazendo o que faz.

2. Pensa em fazer o que gosta apenas quando se aposentar

É comum ouvir profissionais de 30 ou 40 anos, com um longo trajeto pela frente, vislumbrar o futuro como algo mágico, um tempo para a felicidade. Quantas vezes ouvimos de gente próxima frases como “quando eu me aposentar, vou abrir um negócio, morar na praia, fazer o que gosto”? Ora, é muito triste ter de esperar até a aposentadoria para realizar paixões, certo?

3. Troca infelicidade por dinheiro

Acontece muito, mas quase nunca percebemos: o profissional está insatisfeito com algo no trabalho e diz: “se ao menos eu tivesse um salário maior…”. Entendo que esta é uma forma de encontrar compensação financeira para a frustração. É de se imaginar que, se este profissional ganhasse mais, a infelicidade seria justificável e bem recebida. Isto é um erro!

O dito popular diz que “dinheiro não traz felicidade”, e esta é uma verdade! Não há aumento ou bônus que pague sua tristeza diária (a menos que sua infelicidade se origine no salário que você considera baixo). Mas neste caso, há duas perguntas que você deve fazer a si mesmo: 1) você trabalha só por dinheiro ou também para se sentir realizado e satisfeito? e 2) será que o problema realmente é apenas financeiro?

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