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Foi contratado na pandemia? Saiba como se relacionar virtualmente

Profissionais contam como estão conseguindo se adaptar e se integrar às pessoas e à nova empresa

Contratado na pandemia, Alexander Czajkowski, de 35 anos, começou a trabalhar na VAGAS no dia do seu aniversário, em 16 de abril. Todo o processo de contratação havia sido realizado a distância porque todos já estavam em home office – a maioria em São Paulo, onde fica o escritório, e ele em Florianópolis, onde mora há alguns anos. 

Naquele primeiro dia não foi diferente. Porém, entre uma reunião de integração online e outra, pediram para que ele fosse até a portaria do seu prédio. Estava lá uma pessoa do time VAGAS, que passava a quarentena na capital catarinense, com um bolo e uma cartinha de boas vindas nas mãos. Uma surpresa e tanto, especialmente para quem ainda não conhecia ninguém da nova empresa pessoalmente. Formado em design com MBA em gestão de marketing, Alexander já tem quase vinte anos de carreira, mas nunca tinha passado por uma situação assim. 

A mesma situação foi enfrentada recentemente pelo engenheiro de front end Andre Ravazzi, de 27 anos, também contratado na pandemia. Ele começou a trabalhar na VAGAS em 5 de maio, sem nunca ter colocados os pés no escritório da empresa. “Recebi em casa o computador para trabalho e um kit de boas vindas”, conta. E, como eles, outros tantos profissionais contratados neste período de isolamento tentam se integrar a uma nova equipe de uma maneira totalmente diferente da que estavam acostumados. 

Contratado na pandemia: nada é como costumava ser

Alexander havia deixado o emprego anterior cinco meses antes de ser contratado pela VAGAS. Nesse período, não é exagero dizer que o mundo praticamente virou de cabeça para baixo. Em suas conversas iniciais com a empresa, a ideia era que ele se dividisse entre trabalho presencial no escritório e trabalho remoto em Florianópolis. Com a pandemia, claro, tudo mudou. “Estou há três meses trabalhando e não tirei os pés de casa”, afirma. 

Mesmo morando em São Paulo, aconteceu o mesmo com o Andre, com exceção da única vez em que visitou o escritório da VAGAS porque precisou trocar o computador de trabalho. “Tive contato só com uma pessoa, mantendo distância, nós dois de máscara”, comenta. “Nem deu para conversar.”

Pouco a pouco, no entanto, os dois profissionais estão descobrindo algumas formas de se adaptar a essa situação esquisita para se aproximar dos novos colegas – ainda que virtualmente. 

Tanto Andre quanto Alexander já estavam habituados a trabalhar remotamente. Antes de ser contratado pela VAGAS, André trabalhava para uma startup e ia ao escritório apenas para reuniões de alinhamento. Em Florianópolis, Alexander também costumava ficar em home office alguns alguns dias por semana. Por isso, os dois já tinham uma estrutura física montada para o trabalho, o que simplificou essa parte da adaptação.

O complicado foi justamente criar alguma conexão com as pessoas sem encontrar fisicamente com elas. Mesmo durante o processo seletivo, conduzido totalmente online, Andre estranhou a situação. “Passei por várias entrevistas, cada uma com mais de duas horas, e fazer isso por videoconferência é muito mais estressante e cansativo”, diz ele. 

Compreensível, com certeza. Afinal, mesmo com toda tecnologia de que temos à disposição, ainda é muito mais fácil descontrair e ser natural em uma conversa quando estamos cara a cara com a outra pessoa, o que não é possível para quem foi contratado na pandemia. 

Como se integrar quando você é contratado na pandemia

Se o processo seletivo já é estranho dessa forma, imagina como é começar a trabalhar em uma empresa sem ver as outras pessoas da equipe no café ou sem ser chamado pelo vizinho de baia para almoçar. “É difícil começar uma conversa sem esses momentos”, confirma Alexander. E Andre concorda: “É meio ruim não encontrar pessoalmente com as pessoas”. 

E o desafio de quem foi contratado na pandemia não é apenas o de se integrar para se sentir parte da turma. Muito do trabalho a ser realizado também depende desse contato mais próximo. “Embora eu não tenha um cargo de gestão de pessoas, tenho uma posição de liderança de projetos e preciso me conectar com vários times”, explica Alexander. 

Para apresentar os novos contratados às pessoas que já estavam na equipe, a VAGAS preparou reuniões de integração com os diversos times com os quais eles deveriam interagir. “Nessas reuniões eu era apresentado às pessoas e elas também se apresentavam a mim”, conta ele. “Falávamos de processos, rotinas do time e também sobre os projetos que eram tocados no momento”, conta ele. “Foram dias bem intensos no início”, lembra. 

Para André, também foram muitas reuniões, mas ainda assim alguma coisa ficou faltando. “As pessoas do meu time se conhecem há mais de três anos, eu cheguei agora”, diz Andre. “Falta um pouco de social, sinto falta de conversar com eles fora da empresa também”, afirma. 

Para driblar esse desafio de integração e de interação, Alexander usou sua experiência para criar a seguinte estratégia:

  • ele aproveitou todo início de cada reunião para quebrar o gelo com conversas informais;
  • agendou conversas individuais com as pessoas com quem deveria interagir mais na empresa;
  • estruturou uma pauta de perguntas para conhecer melhor as pessoas, entender a visão que elas têm dos projetos e o que consideram ser os principais pontos de atenção;
  • pediu indicações de outras pessoas com quem ele pudesse conversar para garantir o sucesso dos projetos;
  • foi perguntando mais sobre os projetos, como faria se pudesse encontrar o time para um café.

Essas conversas individuais foram importantes inclusive para que ele pudesse se aproximar de pessoas mais tímidas, que normalmente interagem pouco em reuniões com todo o time. “Em reuniões, os extrovertidos costumam falar mais”, diz. Quando a reunião é virtual, então, a tendência é de que essa diferença seja maior. Extrovertidos aparecem, introvertidos somem. 

Como se relacionar virtualmente no novo emprego

Se você está procurando emprego agora ou acaba de ser contratado, nós temos algumas sugestões para você se relacionar virtualmente com os novos colegas por enquanto. Vamos la elas. 

1. Ante de tudo, ouça e observe 

Quem é novo na empresa precisa primeiramente ouvir o que as pessoas falam e observar como a relação entre os colegas ocorrem. Todos costumam opinar? Alguém conduz as reuniões e outros apenas ouvem? A dica é: observe e tente se adaptar primeiro. 

2. Tente participar ativamente das reuniões virtuais

As reuniões são boas oportunidades para mostrar quem você é. Por isso, tente apresentar ideias e dar sua opinião sempre que considerar que ele possa ser relevante. Isso, claro, se a cultura da empresa permitir esse tipo de participação. A ideia não é apenas falar por falar ou tentar aparecer, mas ajudar as pessoas a te conhecerem um pouco. 

3. Aproveite os intervalos para conversas informais

Aproveitar o início e os intervalos das reuniões para conversar informalmente é excelente estratégia. Use esses momentos para se aproximar das pessoas sabendo o que elas pensam, que séries elas assistem, que lugares sentem falta de visitar.

4. Convide as pessoas para “cafés virtuais” 

Quando fizer o primeiro contato com alguém que parece mais aberto e simpático, convide para um “café virtual”. A ideia é fazer virtualmente o que você faria na empresa se estivesse lá presencialmente. 

5. Pergunte e peça mais informação sempre que necessário

Não é porque vocês estão trabalhando remotamente que você não pode falar com alguém pelo chat corporativo ou pelo e-mail sempre que tiver dúvidas sobre o trabalho ou precisar de mais informações. No antigo normal, provavelmente alguém iria acompanhar você nos primeiros dias para tirar dúvidas e ajudar na adaptação. A regra é a mesma, mesmo que os contatos sejam virtuais. 

Como será o novo normal depois da pandemia

No novo normal, isto é, quando o trabalho presencial voltar a acontecer no escritório da VAGAS, Alexander já sabe que sua rotina não deve mudar muito. “Não consideramos mais que eu deva passar metade do tempo em São Paulo, como falávamos nas conversas iniciais”, afirma. A ideia é que ele continue em home office, em Florianópolis, e vá ao escritório apenas quando for necessário. “Mesmo com muita tecnologia, ainda é melhor fazer uma dinâmica de brainstorm presencialmente, por exemplo”, diz ele. 

Ele acredita que as empresas tenham entendido que é possível fazer entregas de qualidade em home office preservando a qualidade de vida dos profissionais. 

André, por outro lado, espera que o novo normal seja os mais parecido possível com o antigo. Para ele tudo bem trabalhar parcialmente em home office, desde que haja contato mais próximo com as outras pessoas da empresa. “Todos falam de um bar perto do escritório, espero poder ir até lá com eles logo”, diz ele, animado. É o que todos esperamos, Andre. E que não demore muito para estamos todos seguros lá fora novamente. 😉

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