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Por que usar Comunicação Não Violenta no trabalho?

Mulheres utilizam comunicação não violenta para conversar no trabalho

Você já ouviu falar em Comunicação Não Violenta (CNV), expressão que vem ganhando destaque em empresas de diversas partes do mundo? Se você ainda não conhece esse termo e tem dificuldade para se comunicar na empresa em que trabalha, acompanhe nosso texto que vamos explicar tudo sobre o que isso significa e como pode fazer diferença no trabalho. 

O que é Comunicação Não Violenta (CNV)?

Comunicação Não Violenta é um conceito criado por Marshall B. Rosenberg, psicólogo americano, que também é chamada de “comunicação empática” ou “comunicação compassiva”. 

Em seu livro Comunicação Não Violenta, técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, Rosenberg define a CNV como uma forma de comunicação que nos leva a nos entregarmos de coração. 

Para ele, a CNV ajuda a reformular a maneira pela qual nos expressamos e também ouvimos o que os outros dizem. A ideia é que a gente possa se expressar com honestidade e clareza e, ao mesmo tempo, possa ouvir os outros com atenção respeitosa e empática. Com isso, conseguimos desenvolver a compaixão ao falar e ouvir e, dessa forma, melhorar nossa habilidade de comunicação.  

Quais são os componentes da CNV?

Segundo Rosenberg, para usarmos a Comunicação Não Violenta não é preciso que a pessoa com que estamos conversando saiba o que ela é ou como funciona. Ela também não precisa estar disposta a se comunicar compassivamente. 

Para entendermos na prática o que é CNV é importante começar entendendo que ela é composta por quatro componentes. São eles: observação, sentimento, necessidades e pedido. 

Como exemplo desses quatro componentes, ele cita a fala de uma mãe para o filho: “Roberto, quando eu vejo duas bolas de meias sujas debaixo da mesinha e mais três perto da TV (observação), fico irritada (sentimento), porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum (necessidades). Você poderia colocar suas meias no seu quarto ou na lavadora (pedido)?”.

Vamos falar sobre cada um deles a seguir. 

Observação

O primeiro componente consiste em observar o que de fato está acontecendo em uma situação. A dica do especialista é entender o que agrada – e o que não agrada – naquilo que as pessoas estão falando ou fazendo. E o truque é fazer essa observação julgar, apenas compreendendo o que você gosta e o que não gosta na situação.

Sentimento

O segundo passo é identificar como você se sente naquela situação. Você está magoado(a), assustado(a), alegre, irritado(a), animado(a)? É importante dar nome ao que você estiver sentindo.

Necessidades

O terceiro componente é quais das suas necessidades estão ligadas aos sentimentos que foram identificados. Rosenberg acredita que, quando uma pessoa consegue expressar suas necessidades, há uma chance maior de que elas sejam atendidas.

Pedido

O quarto componente é um pedido bem específico para a pessoa fazer alguma coisa. A recomendação é fazer esse pedido em forma de afirmação. 

CNV e escuta ativa: como aplicar no dia a dia?

Parte da Comunicação Não Violenta ocorre quando conseguimos expressar seus quatro componentes em nossa fala ou em nossas ações. A outra parte é conseguirmos extrair os quatro componentes da fala ou das ações das outras pessoas. 

Na escuta ativa, primeiramente, devemos perceber o que a pessoa está observando, sentindo e do que ela está precisando. Depois, temos de descobrir o que ela quer, ou seja, qual seria o seu pedido se ela conseguisse expressar isso de forma clara. 

Saber ouvir também é uma competência rara e muito valorizada pelas empresas, sabia? 

Importância de utilizar a Comunicação Não Violenta no trabalho

Utilizar a Comunicação Não Violenta no Trabalho ajuda a melhorar as relações entre todos. Imagine como seria o ambiente se ninguém se sentisse magoado ou desrespeitado em uma discussão. Muito melhor, não é?

A ideia da CNV não é simplesmente a de evitar conflitos, mas de fazer com que os conflitos não sejam violentos. Por meio da CNV, a ideia é que todos possam se expressar com honestidade e que todos se esforcem para ouvir com compaixão, tentando de fato entender o que é dito para resolver alguma situação. 

Como começar sua Comunicação Não Violenta hoje mesmo

Para começar a praticar a CNV no trabalho ou mesmo na vida pessoal, a dica prática é esquematizar a sua fala. O exemplo da fala da mãe com o filho é muito bom para esquematizar o que você vai dizer. 

Só para lembrar: “Roberto, quando eu vejo duas bolas de meias sujas debaixo da mesinha e mais três perto da TV (observação), fico irritada (sentimento), porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum (necessidades). Você poderia colocar suas meias no seu quarto ou na lavadora (pedido)?”.

Agora, vamos organizar a sua fala:

  1. Observe e defina a situação.
  2. Dê um nome para o que você sente. 
  3. Resuma a sua necessidade. 
  4. Faça um pedido claro. O que você quer que a pessoa faça?

E, vale lembrar, essa é apenas uma das partes da CNV. Para que ela seja completa, você também precisa esquematizar a fala do outro. Para isso, valem os mesmos componentes. Vamos lá?

  1. Observe e defina a situação.
  2. Dê um nome para o que a pessoa está sentindo (se ela já não deu).
  3. Resuma a necessidade da pessoa com quem você está se comunicando (se ela já nao tiver feito isso). 
  4. O que você poderia fazer por ela para resolver essa situação? 

Experimente fazer isso nas próximas conversas que você tiver, especialmente naquelas mais complicadas, que tendem a gerar brigas e conflitos. É um bom exercício para se comunicar cada fez melhor, entendendo o que as pessoas querem dizer (mesmo quando elas não conseguem se expressar) e se fazendo entender melhor. Vale a pena tentar. 🙂