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Vendedor tem que ter um pouco de camaleão, diz Rodrigo

Trabalhar com pessoas sempre foi algo que atraiu o administrador Rodrigo Teixeira. A profissão o ensinou que é necessário ter uma postura diferente com cada pessoa, e é isso que o mantém apaixonado pelo o que faz há 13 anos.

“Ninguém é igual, cada um tem uma educação, uma cultura, uma vivência, e é com base nisso que o vendedor tem que ter um pouco do camaleão e se adaptar”, conta.

Para ele não foi fácil aprender a se moldar a cada pessoa. Rodrigo diz que sempre teve seus supervisores por perto para ensiná-lo a como tratar cada cliente, mas admite que durante os primeiros cinco anos da carreira ele bateu a cabeça até aprender como agir.

“Temos nossas características próprias, isso fez com que eu criasse meu próprio estilo”, diz. O administrador diz que o estilo próprio é muito bem visto na área, por conta da criatividade. E ressalta: “não existe faculdade que ensine isso, só a vida mesmo”.

Rodrigo relembra com bom humor as vezes que foi ao Nordeste a trabalho vestindo terno e gravata. “Demorei a perceber que desta forma o cliente pensava que eu era um executivo muito sério, porque ninguém trabalha com tanta formalidade nessa região”, conta.

Além das referências culturais, o administrador fala que ao longo dos anos aprendeu como se portar dentro de cada empresa. “É importante que o vendedor conheça o perfil da companhia para a qual está vendendo e a personalidade de cada comprador.”

Hoje ele sabe que todos os clientes desejam a mesma coisa: fazer um bom negócio, comprar por um bom preço e ter consciência de que adquiram o melhor produto. “O que muda são as necessidades de cada negócio”. Rodrigo revela que a necessidade da adaptação na tratativa com cada pessoa é importante para convencer o comprador de que a oferta dele é a melhor.

O administrador não deseja sair da área de vendas. Há pouco mais de um ano, Rodrigo ocupa pela primeira vez o cargo de Gerente Nacional, na Döhler América Latina. “Essa conquista foi uma ascensão natural do que eu busquei dentro de vendas. Atualmente quero mais desenvolvimento gerencial e sair um pouco da rua”, comenta.

Embora não viva mais a rotina de vendedor intensamente, ele não parou de trabalhar com o que sempre gostou. “Agora meu relacionamento com as pessoas não é só nas vendas, também tenho que desenvolver a equipe e incentivá-los a superar as metas”, explica.

“Eu fico muito feliz quando recordo o porquê escolhi Administração e vejo que durante toda a minha carreira trabalhei com o que queria.” Ainda aos 17 anos, assim que saiu do colégio, Rodrigo não sabia muito bem o que queria fazer pelo resto da vida. Então, optou por um curso que proporcionaria uma base sólida, mas bem genérica sobre diversos temas. “Entrei na PUC, em São Paulo, e em Administração estudei desde psicologia até finanças e direito. Durante toda minha carreira precisei de todos esses temas para fechar negócios”, conclui.

Fala Rodrigo – Um bom administrador tem que conhecer a fundo cada uma das áreas da empresa em que trabalha, e a missão e valores também, pois assim irá garantir a saúde financeira da empresa. Um Administrador que se fecha somente a rotina, não abre os olhos para o que precisa fazer realmente. Um bom profissional olha a empresa como um todo e tenta entender as dificuldades de cada uma das áreas e de lá tirar os resultados.