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Guia de turismo revela o que é essencial na área

Profissional conta que criatividade é grande aliada no dia a dia

por Guss de Lucca
foto de arquivo pessoal

Engana-se e muito quem pensa que o trabalho do guia de turismo e do guia turístico é o mesmo. Enquanto o primeiro é o profissional que acompanha, dá assistência e passa informações sobre os atrativos turísticos, o segundo não passa do nome dado ao material impresso com informações turísticas de uma localidade – uma confusão que muita gente faz, de acordo com a guia Ana Paula Portes.

Como começou

Aos 39 anos ela diz que caiu meio que de paraquedas no ofício. Graduada em pedagogia, sua vida mudou doze anos atrás, quando aproveitou o aniversário para juntar os amigos em uma viagem para Brotas, com foco na prática de esportes radicais. Quando descobriram que ela foi a responsável pela organização de tudo, o pessoal do camping ofereceu a ela um trabalho.

“Fui escoteira quando era criança, algo que leva a gente gostar de viajar, acampar, estar em meio a natureza. Então foi bacana começar a trabalhar com isso”, recorda Ana Paula, que posteriormente investiu na formação, cursando o técnico em guia de turismo, assim como uma pós-graduação em educação ambiental e especialização em acessibilidade no turismo.

O dia a dia

Um dos pontos importantes sobre o trabalho do guia é acompanhar o turista e dar toda assistência dentro do roteiro e da proposta da hospedagem dele durante o período de férias – uma função que envolve inclusive cuidados com a segurança, pois no caso de emergência é responsabilidade do guia entender de primeiros socorros para ajudar.

“É preciso saber história, geografia, política e estar antenado, pois além de contar sobre os atrativos locais, eu tenho que ter assunto para conversar com o turista”, explica Ana Paula. “Semana passada estava com um francês e precisei entender como são as coisas na França para poder relacionar com São Paulo”.

Guia de turismo Ana Paula PortesPara ela o maior desafio da profissão atualmente é a concorrência com guias ilegais, que cobram a metade do que é definido pela tabela do sindicato e não entregam um serviço bem feito como os profissionais cadastrados. Para driblar a crise ela descobriu que a criatividade é uma grande aliada e criou um projeto chamado “Descubra São Paulo a Pé”.

“É um passeio temático. Todo domingo saio do shopping Light e faço a caminhada no centro histórico da cidade. No domingo passado fizemos uma excursão fotográfica na Avenida Paulista. Tenho também um roteiro na Vila Madalena. Cada mês programamos algo em bairros diferentes”, relata Ana Paula, que tem no preço um grande diferencial do passeio.

“Esse projeto não tem valor fixo. A pessoa paga quanto ela acha que vale no final. É legal pois eu me mantenho no mercado e tenho tido uma boa receptividade. Às vezes ganho mais assim do que com a tabela do sindicado”, conta animada.

Dicas

Aos interessados em entrar para esse mercado as dicas são ter jogo de cintura e simpatia para manter o bom humor nas piores situações e diante dos tipos mais difíceis de turistas. “Tem que pelo menos gostar de trabalhar com pessoas e sempre que possível inovar”, realça Ana Paula.

“Quem está no mercado faz tempo está se virando. O turista estrangeiro está vindo para cá. É o brasileiro que com a crise não está viajando muito. Quem tem uma carteira de clientes está bem. E quem está chegando agora precisa inovar para chamar a atenção”.

Confira mais informações sobre a carreira do guia de turismo no Mapa VAGAS de Carreiras.