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Profissão de desenvolvedor em alta

Por Fabíola Lago

“Quer saber se a pessoa trabalha com TI? Olhe o pulso. Se tiver calo de mouse, é da área!”, brinca Ronie Uliana, 37 anos, analista de sistemas, há três anos na VAGAS. Mas essa não é a única característica de quem trabalha com tecnologia apontada por ele: pensamento analítico e apreço pelo “aprender” é imprescindível. E aprender rápido.

“A informática é basicamente uma área de suporte para outros negócios. Então você precisa conhecer a empresa, seus clientes, fornecedores, perfil do usuário, tornar-se um especialista daquela área para desenvolver um sistema”, observa Ronie.

Por isso mesmo “aprender a aprender” deve ser a grande característica de quem está na área em sua visão. “O Brasil vive um déficit de engenheiros e profissionais de TI por conta do sistema educacional. Infelizmente nossas escolas não criam o prazer pelo estudo, pela pesquisa. Ao contrário, afastam”, avalia.

O primeiro contato de Ronie  com o mundo da informática aos 10 anos de idade, num pioneiro “CP400” de um primo. Recorda que para conseguir fazer um efeito na tela eram duas páginas de programação de código. E era uma delícia.

Do que começou como brincadeira, tornou-se profissão aos 17 anos, quando passou a dar aulas de Informática. Cursou a graduação de “Análise de Sistema” em Ribeirão Preto e já trabalhava com programação em 1996, quando o mundo viveu a chegada da internet.

Especializou-se em programação para web, foi contratado pela ATech, empresa de softwares com foco em sistemas críticos, onde participou de desenvolvimento de projetos para controle de tráfego aéreo, guerra eletrônica (painéis de simulação de cruzadores) e o SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia, entre outros.

Gestão colaborativa – “Trabalhar em uma empresa com gestão horizontal, como a VAGAS, faz toda a diferença para o profissional de TI”, avalia o analista. Ter liberdade para propor, discutir, especialmente escutar a opinião de colegas de outras áreas, é fundamental para se chegar a uma solução que atenda aos objetivos do negócio.

“Quando você trabalha em um lugar onde é gerenciado por uma pessoa que não possui conhecimento técnico e atualizado é muito difícil. É preciso um ambiente onde o “não” seja ouvido e argumentado. Caso contrário, você desenvolve um projeto já sabendo que não será satisfatório. E o pior, a culpa é de quem desenvolveu, mesmo a contragosto”.

Daí o motivo, segundo Ronie, de cada vez mais as empresas de TI – especialmente as bem sucedidas, como a  GITHUB e a VALVE – adotarem modelos mais colaborativos de gestão.

Fala Ronie:“Os nerds estão na moda. Ganhamos o descolado nome de geeks, temos séries de TV (The Big Bang Theory), filmes (Swordfish) e lojas exclusivas como a www.thinkgeek.com, somos procurados e valorizados no mercado de trabalho, e até em novela os nerds “fofos” aparecem. É uma boa época para trabalhar com informática e gostar de estudar”.