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Com um passo de cada vez, o gerente de contas vai longe

Por Udo Simons

Fernando Diniz “ama” tecnologia, como enfatiza ao falar do tema. Mas quando entrou no mercado profissional, decidiu não se tornar um programador, o que é comum para grande parte das pessoas que começam a trabalhar na área de Tecnologia da Informação. Fernando optou por se especializar na gestão do segmento. E no início deste ano, sua decisão começou a lhe render frutos. Em janeiro de 2013, foi contratado como gerente de contas da A2F, empresa especializada em soluções críticas em T.I. Ele resume seu trabalho:

“Nesta posição eu administro algumas carteiras de negócio de clientes, verifico as demandas para encontrar soluções adequadas a cada um.”

O gosto pela área administrativa foi decorrente de suas características pessoais. Além do interesse por matemática e outras disciplinas de exatas, Fernando se interessava — “e muito” — por português. “Saber se expressar bem, de forma escrita e oral, é fundamental para o desenvolvimento profissional”, acredita. Em outras palavras, ele percebeu uma oportunidade de carreira no fato de possuir boa habilidade interpessoal para se comunicar.

“Para um cliente interessa saber qual a funcionalidade do produto comprado. Empresas de TI, como a A2F, precisam de profissionais com capacidade para oferecer seus serviço e produtos ao mercado.”

Ciente da possibilidade de crescimento na área de gestão, ele planeja fazer uma especialização em Gestão de T.I. Fernando cursou Tecnologia em Análise de Desenvolvimento de Sistemas, no Centro Universitário SENAC, entre 2009 e 2011. Fez, ainda, um curso livre de negócios em Dublin, capital da Irlanda, por seis meses. “Meu foco de trabalho, cada vez mais, é o administrativo. Conseguir explicar a importância da área de T.I. para as empresas.”

Fernando é bastante jovem. Tem 25 anos. Ele não vê problemas em chefiar outros profissionais, inclusive mais velhos. “Trabalhamos em parceria. Meu trabalho completa o do arquiteto de solução e vice-versa. Não há conflitos”, reforça. Na prática, Fernando e sua equipe encontra problemas e os arquitetos desenvolvem a solução. Também é ele que demonstra os produtos desenvolvidos pelos arquitetos a possíveis compradores. Nesse caso, cabe a Fernando, como gerente de contas, fazer a apresentação. “É um trabalho de cooperação mútua”.

Ele lembra que, ao entrar no mercado de trabalho, o jovem está eufórico. Por isso ressalta: o estagiário deve ter ciência de que não vi dar ordens. “Eu soube lidar bem com o começo de minha carreira [aos 18 anos], quando tive de fazer muito relatório, atividade considerada ‘braçal’. Mas isso foi o primeiro passo para entender a empresa em que estava; assim pude me colocar melhor no mercado.” É por isso que ele destaca a determinação como fator importante ao crescimento profissional.

“Com determinação e foco, a pessoa vai chegar onde quiser.”

Dicas de carreira de Fernando

  • É preciso ser proativo. A área de T.I é dinâmica
  • Desenvolver habilidade de relacionamento
  • Gostar de estudar e ler continuamente textos técnicos
  • Estar preparados para mudanças
  • Tentar ser inovador e buscar sempre fazer o melhor