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Da Engenharia para TI: questão de paixão

Por Udo Simons

“Se você estivesse na minha frente, veria o brilho nos meus olhos quando falo sobre este assunto”. Com esta frase, Alexandre Siffert, presidente da Ativas, empresa prestadora de serviço em data center, terminou sua entrevista para este texto. Eram 19h30, e ele havia falado por 50 minutos sobre sua trajetória profissional. Extremamente assertivo e com raciocínio lógico apurado, falou sobre seus caminhos na área de tecnologia da informação. Sobretudo, abordou as motivações que o fizeram dar duas guinadas em sua vida profissional, decisivas para terem o transformado em presidente e sócio-fundador de uma empresa de TI.

A primeira dessas guinadas foi em 1998. Alexandre jogou para o alto o emprego estável, de diretor numa empreiteira de obras públicas, em Minas Gerais. Tinha 36 anos. “Precisava de novos desafios.” Fez pós-graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação, na Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC. “Foi uma época de muita dedicação. Era puxado.” Ao fim do curso, sustentava as melhores notas de sua turma. E ouviu da coordenadora do curso um grato pedido de desculpas. “Ela não queria que me matriculasse. Acreditava que não tinha os pré-requisitos necessários.” Alexandre era engenheiro civil, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1985.

Da Engenharia para TI: questão de paixão

Quando fala de TI e de sua paixão, os olhos de Alexandre Siffert brilham mais forte

A decisão de se especializar em TI não veio do nada. Ele era ligado no segmento desde a década de 1980: seu primeiro contato com computadores aconteceu por volta de 1986, quando o dono da empresa onde trabalhava comprou alguns PCs. “Me identifiquei na hora.” A partir do ano seguinte, começou a estudar informática. “Fiz cursos de sistema operacional. Lia sobre o assunto.” Não parou mais.

Nos anos 1990, o Brasil passava por mudanças. Houve a privatização da telefonia e “empresas de telecomunicação contratavam pessoas sem experiência, tamanha a necessidade de mão de obra”, lembra. Pós-graduado à época, mandou currículos para diversas empresas do segmento e rapidamente conseguiu se empregar. “Fui contratado por uma companhia mineira, onde fiquei por 10 anos.” Foi de analista a diretor executivo. “Uma trajetória rápida de crescimento”, reconhece.

Ao atingir um nível hierárquico bastante alto, deu sua segunda guinada profissional: decidiu criar um data center em Belo Horizonte.

Entre a elaboração do primeiro business plan e a materialização do Ativas, passaram-se dois anos. “Em 2006, ofereci a ideia à empresa onde trabalhava. Como não se interessaram, procurei parceiros no mercado.” Ao encontrá-los, deixou para trás a estabilidade do emprego. “Tive coragem, mas contei com sócios e com o investimento de empresas de grande porte.”

Hoje, Alexandre ocupa função mais executiva do que operacional; entretanto, continua apaixonado por tecnologia. “Para mim, ela explica o que nos cerca”. Esta paixão o leva aos EUA três vezes por ano, onde busca atualização e novidades nas feiras da área.

Dicas de carreira de Alexandre

  • Atualizar-se sempre
  • Pensar de forma criativa
  • Identificar-se com raciocínio lógico
  • Ter desejo pelo novo. Pensar em novos projetos
  • Ser uma pessoa irrequieta. T.I não combina com acomodação

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