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Analista de TI: trabalho duro, carreira promissora

Por Udo Simons

Entre julho e agosto de 2012, Rafael de Almeida acordava muito cedo para ir ao trabalho. Saía da cama às 5h40 para não perder a hora do começo do seu expediente. Aqueles dois meses foram os primeiros dias de trabalho dele. “Na época, tinha muita ansiedade”, recorda. Rafael é analista da Compusoftware, empresa de licenciamento de software corporativo. Aos 23 anos, esse é o seu primeiro local de emprego. “Hoje, aquele sentimento já passou. Sou, inclusive, o funcionário com mais tempo de empresa no departamento onde estou.”

Rafael é responsável pelo suporte técnico dos computadores da empresa. Com ele, há outras quatro pessoas no setor. “Estamos aqui para solucionar qualquer problema nas máquinas dos funcionários”, fala com muita segurança. Aliás, segurança é algo evidente ao conversar com Rafael. Para ele, ter boa habilidade em se comunicar é fundamental na conquista do respeito dos colegas de trabalho. “Temos de saber conversar com as pessoas para facilitar nosso trabalho e resolver adequadamente os problemas que nos trazem.” Foi, inclusive, falando com amigos que descobriu a vaga de emprego. “Me disseram que a empresa estava procurando novas pessoas. Me candidatei à posição e consegui.”

Essa experiência de “saber conversar com as pessoas” nem sempre foi assim tão fácil para Rafael. Uma das situações mais difíceis vividas por ele no trabalho aconteceu exatamente no momento de se comunicar para atender a um chamado feito ao seu departamento. A dona da empresa teve um problema e ele foi acionado para verificá-lo. Suou frio, mas foi em frente. “Tinha pouco conhecimento. Fiquei com medo de não saber o que fazer se ela me questionasse algo”, lembra. Resolveu ser pragmático. “Entrei na sala, me apresentei, peguei a máquina, pus embaixo do braço, pedi licença e fui atrás dos colegas para me ajudar. Algum tempo depois, voltei com o computador funcionando perfeitamente.” Hoje, essa situação não se repete mais. Ficou como uma boa lembrança de aprendizado. “Temos de ajudar a todos. Não queremos ficar mal vistos pelos colegas. Por isso, é importante se comunicar bem e dominar a técnica para sabermos o que fazer de melhor”, completa.

Rafael formou-se no SENAC, no final de 2011, como técnico em T.I. Atualmente, faz o curso de Rede de Computadores na FMU, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2015. Assim, sua rotina é bem cheia. Trabalha das 8h às 17h. À noite, está na faculdade até as 22h45. Chega em sua casa por volta da meia-noite, e só vai para cama à 1h da madrugada. No dia seguinte, está em pé às 6h.

“Se não fizer esse esforço agora, vou fazer quando?”

E isso não é tudo. Nos finais de semana, cuida dos preparativos para seu casamento, marcado para o fim de 2013. “Encontrei a pessoa certa para minha vida. Então, pedi minha namorada, Lílian, em casamento.” Lílian é enfermeira. Eles se conheceram quando Rafael tinha 18 anos e decidira cursar faculdade de Educação Física, curso que desistiu aos 20 anos, migrando para T.I. Agora, ele não vê a hora de morar com ela na casa nova, já comprada na zona norte da capital paulista. “Tenho muito foco. Sou dedicado”, arremata.

Dicas de Rafael para o primeiro emprego

  • Manter-se calmo no começo do trabalho. Ter paciência
  • Ser dedicado. Ter curiosidade pelos assuntos
  • Procurar se relacionar bem com os colegas
  • Ser comunicativo ajuda bastante