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A prioridade em Terapia Ocupacional é ajudar os outros

Por Fernanda Bottoni

A possibilidade de trabalhar com diversas atividades — dança, artesanato, artes plásticas — para ajudar pessoas com deficiências motivou Simone Luisa de Campos, de 39 anos, a escolher Terapia Ocupacional como profissão. Ela lembra:

“Eu me apaixonei pela ideia de usar o potencial artístico de outra linguagem para inserir e capacitar pessoas, especialmente com Síndrome de Down.”

Simone se formou pela Universidade de São Paulo (USP) e, logo depois de formada, começou a trabalhar no Centro Social Nossa Senhora da Penha (CENHA), entidade filantrópica do Tatuapé, cuidando de crianças com deficiência intelectual. “Eu implementei um serviço de terapia ocupacional tanto na parte da clínica quanto na escola, ambas mantidas pela instituição”, conta. Paralelamente, Simone, que chegou a ser coordenadora da área, também preparava os professores para trabalhar com as crianças e suas famílias.

Durante os 10 anos e meio que passou na instituição, Simone não deixou de se aprimorar e buscar alternativas. Fez especialização em terapia da mão e também trabalhou por quase sete anos na APAE de São Paulo, no setor de estimulação em habilitação, com crianças de até sete anos. Nesse período, trabalhou em algumas clínicas menores e ainda desenvolveu um projeto ligado à Secretaria da Educação para capacitação dos educadores da rede municipal em educação inclusiva. “O projeto explicava o que é síndrome, o que é desenvolvimento, como estimular a criança etc. Foi uma experiência muito positiva para todos os profissionais que trabalharam ali porque construímos um trabalho interdisciplinar”, conta, cheia de orgulho.

Atualmente, Simone trabalha na Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, parceira da Prefeitura de São Paulo. Apaixonada pelo novo desafio, ela afirma que seu foco agora é trabalhar com prevenção, sempre na periferia. “Quem escolhe Terapia Ocupacional tem de saber que não vai ficar rico, mas se realizar podendo ajudar outras pessoas”, resume.

Dicas de carreira de Simone

  • Ainda durante a faculdade, vale a pena descobrir o que você gosta e tentar entrar em um grande centro para fazer residência. Embora o mercado não tenha o hábito de oferecer remuneração alta à Terapia Ocupacional, ele exige qualificação.
  • Para quem quer seguir a área de deficiência física, a AADC é um grande centro. Para a área de saúde mental, a Unifesp tem um serviço legal de especialização e residência.
  • A área de gerontologia e geriatria está crescendo e oferecendo bastante oportunidade. Os terapeutas ocupacionais devem ficar atentos para ela ou vão perder todo o espaço para os educadores físicos.
  • Se você quiser trabalhar como CLT, com salário acima do piso (um pouco), benefícios e possibilidade de desenvolvimento, deve procurar grandes instituições mais organizadas. Em clínicas menores, normalmente o terapeuta ocupacional é autônomo e a remuneração é mais baixa.