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Secretária: porta de entrada no mercado de trabalho

Cargo é um dos mais acessados por usuários no Mapa VAGAS de Carreiras

por Guss de Lucca
foto por Newton Santos

Lançado em agosto de 2014, o Mapa VAGAS de Carreiras permite a qualquer internauta pesquisar – gratuitamente – informações sobre cerca de sete mil cargos e uma das profissões mais acessadas é o de secretária. Há 17 anos formando esse tipo de profissional, a docente do curso Técnico em Secretariado do Senac Roseli Mazulo vê de perto como a profissão é responsável pela entrada de jovens no mercado de trabalho. “A maioria não vem crua. Aproximadamente 70% das alunas já entram no curso atuando como secretárias. Elas entendem como funciona o mercado e querem informações próximas da realidade – mais prática que teoria”, revela.

Esse foi o caso de Edmara Lucia De Souza Lima, 39, que após abandonar o mercado de trabalho para cuidar do filho, retornou com foco no secretariado. Formada em letras, ela encontrou recolocação dentro do Núcleo de Estudos da Violência da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo).

“Trabalhei por mais de 20 anos na área administrativa e quando retornei quis mudar o foco. Apesar da formação em letras, eu não tinha o registro na SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) – por isso procurei o curso técnico”, explica Edmara.

Principal característica
Ela ressalta que organização é a principal característica da boa secretária. “É algo marcante nessa área pois você é responsável por agendas, marca horários, reuniões, precisa estar sempre comunicando às pessoas sobre o que está acontecendo. Se não houver organização você pode atrasar a vida de muita gente”, relata Edmara, que trabalha diretamente para dez pessoas entre pesquisadores, pós-doutorandos e estudantes.

Para Roseli, a facilidade de comunicação e uma boa postura comportamental também são trunfos. “Ela é o elo entre o gestor e a equipe e vai ter que lidar com conflitos e gerenciar egos”, conta a professora de secretariado, revelando que a profissão foi uma das que mais agregou exigências na última década. “Os executivos não têm tempo pra lidar com pequenas coisas. A secretária tem que entrar na sala do chefe, dizer qual é o problema e já ter três sugestões de solução.”

Questionada sobre a remuneração, a docente explica que de acordo com o sindicato o piso de uma profissional em início de carreira é R$ 1.100 – porém, como a maioria não possui o registro na SRTE, algumas empresas pagam menos ao registrar as secretárias em outros cargos.

“Elas se matriculam em busca desse reconhecimento. Muitas que exercem a profissão são registradas como auxiliares administrativas ou assistentes de gerência. Elas querem o registro de secretária. E para isso precisam do curso técnico. A luta atual é essa: ser reconhecida como profissional”, diz Roseli.

*Pesquise o cargo de secretária e outras profissões no Mapa VAGAS de Carreiras.