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Relações Públicas: dinamismo, suor e foco em resultados

Por Udo Simons

Ao conversar com a supervisora de Corporate Affairs (em bom português, comunicação corporativa) da Mars Brasil, Érica Nardoni, de 29 anos, não restam dúvidas: ela nasceu para o mundo corporativo. É comedida, assertiva, organizada e orientada para conseguir resultados. Érica é daquelas pessoas que, no ambiente profissional, vivem a extensão do que são. Aquelas que dispensam personagens para viver uma situação profissional só porque a atuação em questão seria a adequada. “Eu amo o que faço”, reforça. E o que ela faz exatamente? “Faço comunicação. Aprimoro a maneira como os executivos se comunicam com os demais funcionários da empresa”, conta. Ela se vê como uma especialista, e aí, em certa medida, começam os entraves a serem superados.

“De forma geral, todo mundo acha que sabe fazer comunicação. Todo mundo tem um palpite a dar.”

Por esse motivo, de acordo com ela, surgem desentendimentos. Tanto de quem está de fora como, efetivamente, dos responsáveis por gerir essa área nas empresas. “É muito comum ver trabalhos inconclusos nesse setor. Ou seja, que não seguem o workflow necessário: começo, meio e fim.” Por finalizar o trabalho, Érica refere-se à visibilidade conferida aos resultados, ao estabelecimento de métricas e à construção de canais para comunicar as ações obtidas. Por exemplo, ao se aplicar uma pesquisa de satisfação sobre uma nova política ou benefício adotado para a empresa. “Planejamos, executamos e divulgamos essa ação. Se a última parte, a divulgação dos resultados, o engajamento dos funcionários, não tiver amplitude, o trabalho da área perde força. Fica incompleto.”

Érica é formada em Relações Públicas. Começou a trabalhar como estagiária em assessoria de imprensa. Em 2005, “mudou o lado do balcão”, como se diz no jargão de comunicação. Foi trabalhar na área de Recursos Humanos de uma multinacional, ainda como estagiária. Um ano depois foi efetivada. “Naquela época lidava com assuntos de gestão de pessoas e sustentabilidade.” Assim, no final de 2008, fora indicada por uma ex-chefe para a Mars Brasil, onde conseguiu a vaga de emprego ainda em RH. Um ano depois foi transferida para a área recém criada de Corporate Affairs. “Muita coisa mudou em minha vida desde então.”

Para começar, a mudança foi de endereço. A sede da empresa é em Guararema, 90 quilômetros de distância da cidade de São Paulo, onde nasceu e morava. “Me mudei para São José dos Campos.” Outra mudança foi seu estado civil. Ela se casou com o administrador de empresas Rafael. “Com o passar dos anos, fiquei menos ambiciosa. Há 10 anos, se me perguntassem o que gostaria de ser, responderia, facilmente, presidente de uma empresa. Hoje, reconheço o valor da minha vida pessoal.”

Engana-se, porém, quem vê nesse discurso conformismo. “Isso não significa que não quero uma promoção. Pelo contrário: espero ter a chance de me consolidar como gerente sênior. Até porque, hoje, ainda sou supervisora.” Enquanto a promoção não sai, ela segue seu caminho com dinamismo, learning agility, foco em resultados, características enumeradas por ela e necessárias para desempenhar suas funções. Principalmente em gestão de crise, outra atividade de responsabilidade do Corporate Affairs na Mars Brasil. “Gerenciar crise é um momento tenso. Precisamos trabalhar com os fatos. Temos de deixar a emoção de lado.” Afinal, como ela diz, o mundo corporativo é ativo, não é uma mesmice. “Para estar nele é preciso ter metas, ser racional e objetivo”.

Dicas de carreira de Érica

  • Learning agility
  • Dinamismo
  • Atenção ao outro
  • Capacidade de adaptação
  • Foco em resultados