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As oportunidades de Relações Internacionais

Profissional é muito requisitado pelo setor público e pela iniciativa privada

por Marcus Lopes

O curso de Relações Internacionais (RI) surgiu logo após a Primeira Guerra Mundial, na Inglaterra, como uma forma de lidar com os conflitos bélicos entre as nações. Com o passar dos anos, a especialização tornou-se mais abrangente e passou a lidar com as mais variadas áreas, incluindo direito, economia e sociologia. Na era da globalização, o profissional de RI tornou-se essencial e muito requisitado pelo setor público e pela iniciativa privada.

É importante ao jovem que decida pela carreira ter em mente de que a área, apesar da sua importância estratégica para os países e as empresas, não é feita só de glamour.

“Como as possibilidades de carreira são múltiplas, a realidade da rotina de trabalho varia muito de um caso para outro. Apesar disso, é preciso lembrar que todas as profissões exigem dedicação contínua e superação de desafios. O glamour existe em certa medida, mas creio que ele não resuma o dia-a-dia de nenhum profissional, que é sempre muito complexo”, afirma Fernanda Magnotta, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Política, direito e economia
O curso de RI dura, em média, quatro anos e é dividido em três grandes áreas: política, direito e economia. Conhecer línguas estrangeiras é fundamental, sendo o inglês fluente (conversação e escrita) básico e obrigatório.

Recentemente, o estudo de idiomas como o mandarim pode representar um grande salto para a carreira, já que as empresas e governos ampliam cada vez mais as relações com a China, cujo mercado consumidor ultrapassa um bilhão de pessoas.

Algumas universidades agregam o curso de comércio exterior, mas isso não é uma regra. As matérias também abordam aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais das Américas, África, Ásia, Europa e Oriente Médio. Países específicos e gigantes do ponto de vista econômico, como a China, também são estudados.

Além do tripé tradicional, diversas disciplinas e atividades práticas preparam o aluno para o dia-a-dia da profissão. Entre elas, técnicas de negociação internacional e simulação de debates.

Mercado de trabalho amplo
O mercado de trabalho é amplo. No setor público, o profissional está apto para trabalhar em representações internacionais, embaixadas, consulados etc. Ele também pode planejar e executar ações dos governantes nas mais diversas áreas.

No setor privado, o profissional de RI pode atuar em empresas, bancos, associações setoriais e câmaras de comércio. O setor de consultoria também está crescendo, inclusive para organizações não-governamentais (ONGs), que necessitam da intermediação e apresentação de projetos ao setor público.

“O bom profissional de relações internacionais é dotado de espírito negociador e capaz de gerenciar processos internacionais com elevado senso de responsabilidade social, ambiental e ética”, afirma Fernanda.

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