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Subir degrau em RH requer preparo

Setor de Recursos Humanos tem carência de mão de obra qualificada

por Rejane Tamoto
Oferecimento: FGV

Aprender no dia a dia do departamento de Recursos Humanos (RH) de uma empresa para crescer profissionalmente ou pular esta etapa? A segunda resposta torna-se mais óbvia à medida que as companhias não têm mais tempo para graduar seus funcionários na própria estrutura.  Ainda mais quando se trata de um departamento tão abrangente como o de RH, que pode requerer diferentes habilidades dos profissionais em cada uma de suas subáreas.

De olho nesta necessidade, a FGV Management, programa de educação executiva da Fundação Getulio Vargas, chega à 12ª turma do curso Analista de RH no Rio de Janeiro, que propicia uma visão generalista e prática para o profissional atuar de forma abrangente dentro deste campo. Em São Paulo, a instituição está na sexta turma de alunos e na primeira em Porto Alegre e Goiânia.

Anna Cherubina Scofano, coordenadora acadêmica do curso Analista de RH da FGV Management, explica que o programa é voltado a jovens à procura do primeiro emprego, ou pessoas em busca de recolocação e mudança de área, além de empreendedores e donos de empresas que precisam entender a gestão de pessoas de forma sistêmica e prática.

“É um aprendizado que agiliza os resultados do profissional dentro da organização. O foco é no conteúdo e nas atividades práticas nas competências técnicas de cada área de RH. Assim, ensina finanças para que o profissional possa fazer um fluxo de caixa e cálculos trabalhistas, a selecionar pessoas , treinamento e a montar planos de cargos e salários e política de programa de trainee”, reforça Anna. O curso, explica, tem 80% de prática e 20% de teoria, com duração de seis meses, se feito quinzenalmente, ou de três meses no caso de aulas semanais.

Desejo de mudar de área
Outro perfil que também busca essa formação é o profissional que quer um novo fôlego pelo desejo de mudar de área dentro do leque de RH. “As pessoas conseguem se identificar com as subáreas e visualizar o que podem melhorar dentro da empresa. Para a companhia, é melhor contratar quem fez o curso de analista porque essa pessoa conhecerá todos os processos de RH. Ela saberá fazer o que for delegado a ela porque aprendeu com professores que têm vivência de mercado, sendo também gerentes, coordenadores e diretores de empresas, os quais, portanto, já colocaram a mão na massa”, completa.

Ela diz que o curso prepara analistas de nível júnior a pleno, mas quem define a posição nesta escala é a experiência e o potencial de cada profissional. “O mercado é muito carente de pessoas com essa formação, tanto que temos em sala de aula donos de pequenas empresas, que têm de por a mão na massa sozinhos, e pessoas com necessidades especiais, como também na faixa de 50 a 60 anos”, explica.

A coordenadora lembra que o setor de RH apresenta uma carência de mão de obra qualificada e até um pouco de conhecimento sobre as suas divisões. “Muita gente acha que a atividade consiste apenas em recrutamento e seleção, mas não é. Há uma necessidade cada vez maior de gente preparada”, afirma.