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O bom RH está inteirado de tudo

Com formação em biologia, gerente fala sobre sua rotina na Livraria Cultura

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

Uma das ideias mais antiquadas envolvendo o departamento de RH de uma empresa prega que cabe a ele cuidar apenas da papelada referente aos salários e encargos dos funcionários, atuando na seleção de novos colaboradores e auxiliando os processos de demissão. E só.

Foi pensando no inverso desse modelo que Juliana Brandão entrou para o RH da Livraria Cultura há três anos. Bióloga de formação, em 2005 ela foi admitida como vendedora de uma das unidades de Brasília da livraria. Era para ser um emprego temporário. “Entrei para juntar dinheiro e engatar meu mestrado, mas acabei me apaixonando pela empresa”, conta.

O projeto passageiro se tornou carreira e fez com que a então vendedora atuasse também na área de gestão comercial. A mudança para o departamento de recursos humanos veio na sequência, em forma de convite da presidência. “Eu e o meu antigo chefe fomos chamados para uma entrevista sem saber do que se tratava. Nela recebemos o convite para assumir o RH da empresa: ele como diretor e eu como gerente.”

Mudanças
Logo que mudou de cargo a dupla promoveu uma série de mudanças, como a criação de áreas menores dentro do RH, caso de treinamento e desenvolvimento, remuneração e benefícios e indicadores – além de trazer profissionais de fora para apoiá-los nas partes mais técnicas, em que ambos eram carentes naquele momento.

Juliana Brandão RH Livraria Cultura

Com a saída do diretor, Juliana passou a responder diretamente para a presidência, um ganho de responsabilidade que ela tirou de letra. “Por ter vindo do negócio e não ter feito o caminho contrário gosto de me envolver no desenvolvimento de carreira e treinamento, que tem mais a ver com a minha história dentro da Livraria Cultura.”

“Sinto falta do ambiente da loja e faço de tudo. Se precisar em algum momento pegar o telefone e sentar na central de atendimento de RH eu vou. Às vezes os funcionários ficam surpresos ao perceber que sou eu do outro lado da linha”, comenta Juliana, que mantém um ponto focal do RH em cada unidade. “Os gerentes de lojas são o nossos contatos maiores, sempre nos ajudando com treinamentos e seleções”, diz ela.

“Por ter trabalhado na loja e no comercial entendo de tudo um pouco. Quando estou em contato com um gerente numa situação difícil, fica mais fácil compreender o outro lado e garantir que não haja resistência da área operacional – ele tem confiança de que você sabe o que está fazendo”, completa.

Desafios
Para ela, o maior desafio do RH dentro da Livraria Cultura é colaborar com seu crescimento sem permitir que a marca da empresa se perca. “Hoje temos 17 lojas e em todas o DNA da livraria está impresso. Queremos aumentar a receita e a eficiência sem abandonar o nosso atendimento personalizado”, afirma a gerente.

A dica para quem quer trabalhar com recursos humanos é não se limitar ao RH, enxergando a empresa como um todo. O bom profissional, segundo Juliana, tem que entender do negócio para fazer com que o RH de fato faça diferença.

*O Dia do RH é comemorado em 3 de junho.