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Discrição é essencial ao analista de remuneração

Cargo é responsável por lidar com os salários, números e cifras das empresas

por Guss de Lucca 

Todo negócio que envolve empregados possui uma lista de pagamentos onde, no mínimo, constam os salários de todos os colaboradores e, em muitos casos, e que contempla as faixas salariais de cada cargo, assim como os planos de carreira. É envolto nesse emaranhado de números e informações sigilosas que atua o analista de remuneração, profissional responsável por elaborar análises e estudos relacionados a estrutura de funções

A engenheira de alimentos Daniela Freitas, gerente de recursos humanos da Marfrig, lida pessoalmente com questões que envolvem o serviço de analistas de remuneração e garante que trata-se de um profissional com perfil diferenciado. “Diferentemente do que normalmente encontramos nos RHs, onde trabalham muitos psicólogos e administradores, o analista de remuneração quase sempre tem formação em exatas, pois lida com números todo o tempo”, explica, salientando que “raciocínio lógico é imprescindível para a função”.

“No momento em que ocorre uma movimentação salarial, por exemplo, o analista precisa saber compreendê-la em termos de cargo, faixa salarial e se existe orçamento para tanto. É ele quem faz todas essas análises junto com o pessoal de RH. Após finalizado, o trabalho é encaminhado para a presidência”, diz Daniela. Ela ressalta a importância da discrição desse profissional por conta das informações que tem em mãos.

Benefícios
Outra parte do trabalho consiste em estabelecer diretrizes de remuneração a curto, médio e longo prazos, além de padronizar os benefícios oferecidos aos colaboradores, tendo sempre em mente os valores gerados pela empresa. “Nos últimos meses temos trabalhado bastante com esse tipo de análise, pois estamos estabelecendo uma cultura única para o grupo Marfrig, que é resultado de 42 fusões de diferentes empresas nos últimos dez anos – um desafio enorme”, relata a gerente de recursos humanos.

No caso específico da implementação de benefícios para funcionários distribuídos em todo o Brasil, é função do analista de remuneração não apenas traçar o plano, mas também certificar-se que tudo funciona de acordo com o esperado. “É ele quem vai entrar em contato com a companhia de transporte e alimentação, por exemplo, montar o programa de padronização e cuidar para que no prazo definido essa padronização esteja concluída”, explica.

Aos interessados em ingressar nessa carreira ou indecisos sobre qual profissão seguir, Daniela sugere formação com foco em exatas e muito treino de raciocínio lógico. Ela ainda alerta aos iniciantes para terem calma, pois maturidade é importante quando se trata de alguém que terá contato com diretores e presidentes. “O normal é começar como estagiário, abaixo de um analista experiente, e ir crescendo aos poucos. Por isso traquejo e jogo de cintura são vitais para o bom profissional.”