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Proatividade é trunfo da boa recepcionista

Profissional mostra que serviço vai além de atender a telefonemas

por Guss de Lucca
foto por Ailton de Oliveira

Inquieta e observadora. Essas são algumas das muitas características marcantes da recepcionista Janice Campos de Oliveira. Quem liga ou aparece na sede da VAGAS.com invariavelmente trata com a técnica em administração e aluna da graduação em gestão financeira, que ama o que faz e não esconde a satisfação em poder ajudar qualquer departamento da empresa.

“Antes de entrar para a VAGAS trabalhei como atendente em call center, fui secretária e auxiliar administrativa. E logo percebi que gostava de atendimento, que trabalhar diretamente com pessoas me fazia bem”, conta ela, que chegou na empresa por indicação de uma amiga de longa data.

“Sempre que conversávamos sobre trabalho ela elogiava minha postura pró-ativa e vivia dizendo que esse meu jeito de ter ideias malucas tinha tudo a ver com a cultura da VAGAS. Quando surgiu a oportunidade eu participei do processo seletivo e acabei passando – acredito que por causa desse diferencial.”

Sempre alerta
Para ela, uma boa recepcionista não fica presa aos atendimentos telefônicos e passagem de recados. “Estar atenta a tudo que acontece em volta é fundamental. É preciso prestar atenção em pequenos detalhes e estar atenta às necessidades das pessoas – sempre tentando supri-las”, ensina.

Um dos exemplos práticos citados por ela envolve a área de recrutamento da empresa, que cuida de entrevistas diárias com novos profissionais. Percebendo o excesso de demanda, Janice não perdeu tempo e logo propôs maneiras de colaborar com a responsável pelo recrutamento.

“Sugeri que me deixasse passar as redações aos candidatos. Comecei a preparar e agendar as salas e recolher os textos, colocando-os em envelopes e entregando aos responsáveis. Tudo correu tão bem que até hoje faço isso”, explica a recepcionista, lamentando que esse tipo de postura nem sempre é bem vista em outras empresas.

“Já tive um chefe que achava que isso não fazia parte da recepção. Coisas como receber um documento, perceber que o mesmo está com um problema, entrar em contato com o cliente e fazer a troca não o deixavam feliz. Na cabeça dele meu trabalho se resumia a atender o telefone e abrir a porta.” Para Janice, no entanto, a  recepção consegue absorver outras áreas, como o administrativo e o financeiro, com tranquilidade.

Impactos positivos
A vontade em aperfeiçoar os processos e melhorar o serviço fez com que em apenas três meses de casa Janice conseguisse a contratação de outra recepcionista – uma mudança que promete impactar positivamente a relação da recepção com as demais áreas da empresa.

“Eu logo percebi que a VAGAS cresce muito rápido e a recepção estava aquém de acompanhar esse ritmo. Com a ajuda de outra recepcionista poderemos participar de mais reuniões com outras equipes e absorver mais tarefas, facilitando a vida dos clientes externos e internos”, comemora ela com expectativa.

E se engana quem pensa que a jornada de Janice acaba ao sair da empresa. A pró-atividade da recepcionista resultou na criação de uma empresa de chocolates, tema de seu trabalho de conclusão do curso técnico de administração. “Eu relutei muito em transformar o trabalho em realidade, pois nunca tinha trabalhado com chocolate, mas contei com incentivo dos professores e deu certo”, confessa.

Retorno financeiro
Há dois anos ela toca a empresa com a ajuda do marido e traz consigo a certeza de que a experiência é muito mais valiosa que a remuneração. “Não comecei esse negócio com foco no retorno financeiro, pois sei que levam ao menos cinco anos para o valor do investimento voltar. Faço pelo conhecimento que ganho ao ter que tomar decisões como empresária.”

A jornada dupla, que no fim de semana seguinte à entrevista contaria com o preparo inédito de 600 bem-casados, fez com que Janice traçasse um paralelo entre seus empregos. “Eu e a VAGAS temos um princípio semelhante: o lucro é consequência do trabalho”, diz ela.