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Empatia é essencial ao radialista

Âncora do jornal da BandNews FM fala do dia a dia de um locutor

por Guss de Lucca

A profissão de radialista é muito mais ampla do que as pessoas imaginam. O sindicato da categoria agrega profissionais não só de rádio, mas também da televisão, entre esses câmeras, sonoplastas e, é claro, apresentadores de rádio. É neste meio de comunicadores que o jornalista e locutor Eduardo Barão trabalha exatamente com o que mais gosta: o noticiário.

Atual âncora do jornal matutino da BandNews FM, em São Paulo, ao lado de Ricardo Boechat, Tatiana Vasconcellos e Sheila Magalhães, é ele quem mantém milhares de paulistanos informados sobre o que acontece na cidade, no país e no mundo – um serviço executado com profissionalismo e muito bom humor.

“Sempre quis trabalhar em rádio, nunca tive interesse por outra mídia. E quando a BandNews FM surgiu o então diretor me convidou para apresentar o jornal, uma oportunidade que nunca tinha batido na minha porta antes”, recorda ele, que já completou dez anos de casa. “Eu cheguei onde gostaria de chegar. Estou no principal horário de uma rádio que gosto”, garante.

O desafio
Porém, apesar da satisfação com o trabalho, Barão deixa claro que é preciso preparo e bagagem para ocupar tal posição. O serviço começa ao acordar, às 4h20 da madrugada, momento em que ele dá início a uma maratona de leitura sobre tudo o que está acontecendo com o objetivo de não passar informações equivocadas e agregar coisas interessantes aos assuntos do dia.

“Meu grande desafio, o que me motiva todos os dias a vir para cá é de alguma forma melhorar um pouco a vida de alguém. Basta uma informação boba de trânsito que ajude alguém a mudar a rota e chegar ao seu destino. Quando recebo esse tipo de agradecimento fico muito feliz”, conta o locutor, que também vê na companhia que o rádio proporciona um fator importante.

“Sempre fui muito ouvinte de rádio. Acho um veículo fascinante, o mais rápido disparado, pois nele você consegue colocar qualquer coisa ao vivo no ar, imediatamente, independe de onde a pessoa estiver”, afirma. “E claro tem a história de mexer com a imaginação, de fazer o ouvinte visualizar aquilo que você fala na mente, que é fascinante”.

A empatia é essencial
Questionado sobre gafes e situações curiosas vividas nessa década de BandNews FM, Barão diz não ter uma memória boa para tais momentos, mas garante já ter dito muita bobagem no ar – sendo corrigido na sequência pelo público, mais um fator que o atrai na rotina do rádio.

“O que eu acho legal dessa rádio é que a gente expõe isso no ar de forma tranquila. Erramos como qualquer profissional, somos corrigidos e rimos de nós mesmos. Isso faz com que a pessoa do outro lado se identifique com quem está no estúdio”, garante o âncora, que vê na empatia o grande trunfo do bom locutor.

“Como eu chego muito cedo tento ser um cara animado. Imagina que é uma porcaria acordar às 5h30 da manhã, quando eu já estou aqui. Se ouvirem uma pessoa deprê não ficarão sintonizados”, explica Barão.

Nessas horas, os ouvintes percebem pelo tom que algo está errado e se manifestam, perguntando o que houve de errado. “Parece que é minha mãe que está me ouvindo. E eu falo no ar mesmo que não estou bem. Não faço isso sempre, é claro, mas apenas nos dias que não consigo deixar de transparecer para o público”.

É preciso batalhar muito
Apesar da alta procura por cursos de comunicação, Barão acredita que sempre existe espaço para que é bom no que faz. “Eu já fui chefe, entrevistei muita gente nova e o pessoal já chega querendo ser âncora do jornal. E precisa ter muita paciência. Eu não cheguei aqui ontem. Não saí da faculdade e vim para cá. Vai ter que ralar, perder Natal, Réveillon, festa da namorada – ninguém consegue chegar nessa função sem trabalhar em dias que nem imaginava que trabalharia”.

Saiba mais sobre a carreira de radialista no Mapa VAGAS de Carreiras.

*O dia do radialista é comemorado em 06 de novembro.