Home > Carreiras > Rádio e TV > Editor de vídeo desde a infância

Editor de vídeo desde a infância

Por Juliane Nascimento

Ainda criança, Carlos Eduardo Castro, utilizava a câmera VHS dos pais para filmar momentos familiares e criar roteiros para filmes que gravava sem cortes, pois ainda não conhecia o recurso de edição. E somente muito tempo depois, ele se deu conta de que sua vocação estava nascendo nestas gravações.

Meses antes de prestar vestibular, Carlos ainda não havia decidido qual carreira seguir e terminou escolhendo, pelo nome, o curso de Rádio e TV. Uma escolha às escuras, mas que provavelmente já indicava um desejo, pois sua identificação com a grade foi imediata. E daí por diante trilhou um caminho de crescimento profissional, de Santa Bárbara d’Oeste (cidade natal de Carlos) a São Paulo.

Formado, atuou em produtoras e emissoras de TV como assistente de produção, câmera, coordenador e editor – sua atividade favorita e que continua exercendo atualmente com vídeos de rally.

Para Carlos, edição é ousar com os sentidos, é construir uma obra audiovisual em que alinha sensações à imagem, aos sons e aos gestos. É um trabalho de incógnita e ajuste interior. Segundo ele, “o editor dá alma aos vídeos”, pois precisa selecionar a melhor forma de apresentar um conteúdo. Escolher a melhor música, a melhor cena, a melhor síntese de imagens para cada trabalho. Uma espécie de procura à estética perfeita ou à ponta de um novelo.

E exatamente por não se restringir a um único gênero na produção de vídeos é que Carlos diz que é preciso sempre estar receptivo. Este é o primeiro quesito para produzir um bom trabalho e o segundo é desmitificar a áurea que acompanha os editores, este glamour é imaginário, o que fica é o quesito mais importante: a dedicação, o trabalho árduo de horas, dias seguidos em que a inspiração é coadjuvante.