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Química: participar de pesquisas sempre abre portas

Por Fefa Costa
Foto de Rogério Montenegro

“Acredito que o processo de aprendizado compreende a ação de neurotransmissores do bem estar ”, essa é a Química na vida de Carolina Vautier Texeira Giongo.

Aos 43 anos, desde 1988 – quando ingressou na faculdade – a físico química se encantou pela área de pesquisa.  Hoje  é docente da Unifesp em Diadema. Emendou à graduação, pós e mestrado na UNICAMP com um pós-doutorado nos Estados Unidos, que “terminou” em 2004. “Terminou entre aspas mesmo, pois essa  é uma carreira que exige estar em estudo constante”, conta com tom de voz forte de professora. Com essa experiência, ampliou sua visão sobre a profissão.

Hoje aconselha quem está nas universidades: os últimos anos são intensos. Falta tempo para fazer um estágio. Mas, sem estágio, fica complicado encontrar uma colocação no mercado. Recomendo aos alunos de química e física que retardem a formação em um ano e façam estágio remunerado, que é importante.

Carolina diz  que, atualmente, os pesquisadores devem ter uma alta  produtividade. Para mantê-la é preciso de colaboradores. Para quem está em começo de carreira – a necessidade dos professores – pode ser oportunidade.

A comprovação deste dinamismo é a publicação de  um ou dois artigos científicos e encontros de pesquisadores por ano.

“Essa é a forma de apresentar resultados de uma pesquisa realizada de acordo com o método científico aceito por uma comunidade de pesquisadores.
Para fazê-las tem que contar com uma equipe”

Ela acredita que, diferente do passado, não é possível fazer uma pesquisa sozinho. Esse novo perfil coletivo do ambiente científico exige do profissional conhecimento e habilidade em gestão e administração de pessoas e projetos. “Aquela imagem do pesquisador como um profissional solitário está desatualizada”, revela.

Destaca também a importância de desenvolver pesquisas que atendam as demandas sociais e de mercado. Esse segmento em expansão é feito em parceria ou integralmente pela iniciativa privada. “ Quem trabalha em industria química ganha o dobro dos que atuam em universidades. Mas, tem que estar atento. Pois a oportunidade de uma descoberta está na observação. Esse olhar que as empresas buscam”.

Com 25 anos de carreira, Carolina ainda se emociona com a Química. “Atuar na fronteira do conhecimento é gratificante”.

Dicas de carreira da Carolina

  • A graduação não acaba na faculdade. Busque fazer uma pós graduação e mestrado;
  • Procure aproveitar  o fomento do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).  Participar de pesquisas sempre abre portas;
  • É bom organizar a grade do último ano da graduação para fazer um estágio remunerado. Sem estágio é complicado entrar no mercado.