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Publicidade vai muito além da criação

Diretora de contas exalta importância da área de atendimento numa agência

por Guss de Lucca
fotos por Newton Santos

A publicidade está altamente ligada a imagem do criador, o publicitário responsável por imaginar o jingle do momento, desenvolver a campanha que vai marcar o público com um visual inesquecível e frases de efeito. Porém, para que tudo isso aconteça, uma agência de publicidade depende de outras áreas, tão importantes quanto o departamento de criação.

A história de Fernanda Recupero está ligada a esse outro lado da publicidade. Apaixonada por propagandas desde pequena, a atual diretora de contas da DPZ ficava encantada ao ver as estudantes de publicidade carregando as enormes pastas de layouts. “Eu sabia que queria ser publicitária, mas era péssima em desenho. Mas não desisti e fui até o fim”, explica.

Muito comunicativa, ela descobriu onde iria trabalhar ao ouvir um conhecido, já empregado no ramo, descrever o que o pessoal do atendimento fazia dentro da agência. “Logo me identifiquei e consegui um estágio indicado por uma prima, que era supervisora de contas e me colocou em atendimento – onde trabalho até hoje.”

 

Ser o cliente dentro da agência
Para os leigos, Fernanda explica que o atendimento é “o cliente dentro da agência”, pois representa seus interesses e faz a ponte entre contratado e contratante. Para isso, é necessário que o profissional entenda não somente como as demais áreas da agência funcionam, mas saiba tudo relacionado ao produto ou serviço do cliente.

“Precisa ser organizado, saber conversar, saber como passar um briefing para a criação ou para o departamento de mídia, além, é claro, de entender perfeitamente o que o cliente pensa e quer. Precisa saber tudo que ele faz. E como em publicidade a palavra urgente não faz mais sentido, pois tudo é urgente, é indispensável saber o que priorizar”, salienta.

fernanda recupero diretora de contas depz publicidade

Ao analisar o mercado publicitário, Fernanda enxerga coisas boas e ruins ocorrendo. Entre as positivas estão os processos seletivos, que dependem menos das indicações e mais dos currículos dos candidatos. Em contrapartida, ela vê as agências diminuindo, com equipes cada vez menores diante de um ramo cada vez mais inchado.

“Isso acontece porque o pessoal acha que vai ser rico sendo publicitário, vai entrar na agência como estagiário, criar um aplicativo incrível e vender pro cliente, mas não é assim. Trabalhar em agência é pesado, muitas vezes não tem hora de almoço, não tem hora pra sair”, diz ela, deixando claro que a principal característica para um futuro publicitário é vontade de trabalhar.

Estagiários frustrados
“As pessoas acham que só vão fazer coisas legais, mas precisa fazer de tudo. Alguns estagiários se frustram quando precisam fazer serviços burocráticos, mas é assim que se começa. Tem que ter interesse em publicidade, conhecer o mercado, as propagandas, a concorrência.”

Se o domínio das línguas inglesa e espanhola é obrigatório, entender de mídias digitais tem sido um grande diferencial para quem quer começar – principalmente num momento em que publicitários de carreira estão buscando atualização nessas áreas. “As agências convencionais já buscam profissionais que entendem de programação e mídias sociais. Se você chegar sabendo, ajuda.”

*Dia 1º de fevereiro é dia do publicitário