Home > Carreiras > Paleontologia > Paleontólogo: entre campo e laboratório

Paleontólogo: entre campo e laboratório

Ainda existe carência de profissionais no mercado. Rotina pode ser puxada.

por Guss de Lucca

Voltado ao estudo de fósseis com foco na investigação de organismos e ecossistemas do passado geológico do planeta, o ofício do paleontólogo está intrinsecamente ligado a outras formações, como a biologia e geologia. No caso do Brasil, a paleontologia é vista como uma carreira dentro de outras áreas de conhecimento.

“Na prática é uma especialização que qualquer um pode fazer. Existem geógrafos e médicos que se especializam em paleontologia. Um cara que é físico e resolve estudar fósseis faz uma pós-graduação nisso”, explica o paleontólogo William Sallun Filho, do Instituto Geológico do Estado de São Paulo, que tem formação em Geologia.

O interesse pelos fósseis veio da infância. Fascinado por dinossauros, ele resolveu aventurar-se dentro da Geologia – e foi ‘fisgado’ pela disciplina da Paleontologia. “Vale lembrar que fóssil não é apenas o osso, mas qualquer vestígio de animais ou vegetais que viveram no passado”, ressalta.

Sítios paleontológicos
O paleontólogo participa de escavações em sítios paleontológicos, e atua no laboratório, onde o material coletado é estudado. “É nesse segundo momento que os fósseis são descritos, fotografados e analisados, pois no fundo o paleontólogo é um pesquisador”, define.

De acordo com Sallun, o Brasil ainda está aquém do número ideal de paleontólogos tendo em vista sua extensão territorial. “O mercado atual melhorou nos últimos anos. Instituições federais têm aberto vagas, mas ainda há uma carência muito grande, pois o País é enorme. Mas essa é a situação da pesquisa como um todo. Muita gente acha que paga pouco, principalmente no início, e essa incerteza de não ter emprego talvez desanime um pouco”, comenta.

William Sallun Filho paleontogia

Porém, ainda existem possibilidades para os interessados em se especializar na paleontologia. Além dos museus e universidades, aos poucos a iniciativa privada vem abrindo as portas aos profissionais.

O profissional aconselha os interessados buscar estágios ainda na faculdade e se possível seguir a carreira acadêmica, se formando mestre e doutor com foco na área. “O governo federal oferece algumas bolsas de iniciação científica, nas quais jovens de até 14 anos podem se envolver com professores de universidades e experimentar um pouco da paleontologia.”

Gostar do ofício é essencial, já que a rotina pode ser um pouco sacrificante, gostar tanto de. “Precisa curtir tanto passar muito tempo em campo como no laboratório. E acima de tudo ser uma pessoa curiosa, algo que vale pra muitas áreas de ciência e pesquisa. Gostando disso acho que o cara vai longe”.

*Está em dúvida sobre qual profissão seguir? Confira então este post do VAGAS Profissões sobre arqueologia.