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Nutricionista: mercado de trabalho amplo

A profissional Julia Prati dá dicas e conta como é atuar na área

por Fernanda Bottoni

O mercado de trabalho para quem se forma em Nutrição é bem abrangente. Logo na faculdade, os alunos têm estágio obrigatório em quatro áreas: hospitalar, marketing, alimentação coletiva e saúde pública. Quem conta é a nutricionista Julia Prati que se formou pela Faculdade de Saúde Pública da USP e, em anos de carreira, passou por três delas e tem colegas atuando em todas.

“Comecei com alimentação coletiva, fui para a área pública trabalhar na gestão de contratos de alimentação e agora trabalho no ambulatório da Prefeitura, na área clínica”, conta. “É aqui onde eu mais me realizo.”

O dia a dia da nutricionista

A realização, ela explica, vem do fato de acompanhar a melhora dos pacientes que ela atende. “Meu dia não tem rotina, eu atendo gente com obesidade, falência renal, diabetes, desnutrição, dermatite… Não posso parar de estudar nunca”, explica ela.

Além das patologias, claro, cada paciente também chega com uma história pessoal, que também deve ser compreendida e levada em consideração. “O nutricionista tem de ter uma visão humanitária e considerar questões psicológicas e culturais de cada pessoa que atende.” Muitas vezes, ela diz, a pessoa chega com uma patologia, mas, por trás, está um problema psicológico grave que poderia não ser notado se o nutricionista não estivesse atento.

Além disso, ela conta, no ambulatório de Perus, bairro da periferia de São Paulo, é preciso lidar também com muitas limitações. “Atendo pessoas de baixa renda e tenho de adaptar o plano nutricional à realidade de cada paciente”, explica.

 

“Tem gente que passa uma semana sem comer uma fruta simplesmente porque não tem condições de comprar”, conta ela. “Já trabalhei em consultório particular e também já atendi pessoas em residência e, nesses casos, obviamente é muito mais fácil trabalhar com um cardápio ideal.”

No ambulatório de Perus, Julia atende de dez a quinze pessoas todos os dias. “Matamos um leão por dia, mas é muito mais prazeroso porque tratamos de quem realmente precisa”, diz. Para quem pensa em seguir a profissão a dica é clara: “precisa ser muito apaixonado por Nutrição porque a responsabilidade é muito grande, mas a remuneração não”.

Ela conta casos, por exemplo, de nutricionistas que trabalham em restaurantes de empresa e podem ser responsabilizados por problemas que causem mal estar aos usuários. “O nutricionista é o responsável se houver uma intoxicação coletiva, por exemplo.”

Mais dicas

Outra dica, para os recém-formados, é conhecer melhor cada área de atuação para, só depois, buscar uma pós-graduação. “Eu logo fui fazer pós na área clínica, mas fiquei anos afastada dela, perdi muito do que estudei e só agora estou retomando o que aprendi.”

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