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Carreira em música: separe o hobby da profissão

Mercado de trabalho vai de gravadoras a canais de televisão e peças teatrais

por Marcus Lopes

Poucas profissões artísticas são tão ligadas à vida da pessoa como a música. Afinal, trata-se de um talento muitas vezes descoberto por acaso, na infância ou na juventude, entre uma aula de violão e outra na companhia dos amigos em uma banda de garagem. Mas será que carreira em música é para qualquer um?

Antes de mais nada, o candidato deve separar o hobby da profissão. Tornar-se músico profissional vai muito além das aulas de música no ginásio. Trata-se de um mercado de trabalho restrito e que exige muita versatilidade, estudo e dedicação do profissional.

“Além de apresentar domínio técnico com instrumentos, o bom músico é aquele que detém conhecimentos aprofundados que o permitem analisar o repertório de maneira crítica, de modo a atuar com criatividade, fator essencial que define qualquer carreira artística”, diz o professor do curso de Música da Faculdade Santa Marcelina, Matheus Bitondi.

Licenciatura e bacharelado
Os cursos superiores duram quatro anos, em média, e são divididos em licenciatura e bacharelado. O mercado de trabalho para a licenciatura é mais amplo por causa da obrigatoriedade das aulas de músicas nas escolas de educação básica. Já o bacharel pode atuar em orquestras, bandas ou mesmo seguir carreira solo.

Nos primeiros anos, o aluno estuda disciplinas mais teóricas, mas já bastante ligadas ao dia-a-dia da profissão, como: teoria musical, estética musical e fundamentos da prática vocal. A partir do terceiro ano, o estudante passa a ter poucas disciplinas obrigatórias, já que pode montar sua grade curricular de acordo com suas intenções profissionais e habilidades.

Segundo os especialistas, a internet tem sido uma forte aliada da profissão. “O mercado de trabalho está em expansão e transformação. A internet facilitou a produção e a divulgação das músicas”, explica Bitondi. “Assim, o músico profissional passou a ser o responsável tanto pela sua qualidade artística quanto pela produção e divulgação de sua carreira”, completa o professor.

Frentes de trabalho
Além da carreira solo ou atuação em bandas e orquestras, o profissional encontra outras frentes de trabalho. Ele pode se dedicar a jingles, trabalhar em gravadoras, criar trilhas sonoras de filmes, canais de televisão e peças teatrais. Ele pode também dedicar-se à pesquisa acadêmica (resgate da cultura musical e ritmos do presente, por exemplo) ou ao ensino superior.

“Para estar sempre inserido no mercado de trabalho, o músico deve, além de manter sua técnica em dia, estar apto para atuar em diversos setores da atividade musical. Por ser um mercado jovem, que recentemente começou a se profissionalizar, o ambiente do músico ainda é muito instável”, explica.

Segundo o professor, o músico deve ser flexível e estar sempre pronto para transitar entre as mais diversas áreas da profissão. “Para isso, é necessário muito estudo, conhecimento de línguas e aspectos da tecnologia musical.”

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