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Medicina, a mais nobre das profissões

Conheça a profissão que cuida do nosso maior patrimônio: a saúde

por Marcus Lopes

Para muitos, ela é a mais nobre das profissões. Não é para menos. A medicina é aquela que cuida do nosso maior patrimônio: a saúde. Apesar das dificuldades do dia a dia em um hospital, em um consultório ou nos mais diversos desafios enfrentados durante a carreira, o médico certamente sempre encontrará espaço de atuação profissional, seja na especialização ou na clínica geral.

Ao decidir pela medicina, o estudante deve ter em mente que trata-se de um dos cursos mais concorridos e difíceis de serem acompanhados. Afinal, são seis anos de faculdade e dois de residência médica para a especialização.

O currículo é extenso, a carga horária é grande e, geralmente, só a partir do terceiro ano o aluno começa a lidar com os pacientes. Nos quatro primeiros semestres são estudadas disciplinas básicas, como anatomia e patologia. Algumas universidades oferecem disciplinas práticas no começo do curso para que o aluno vá se familiarizando com elas.

Além do esforço é necessário que o estudante goste de lidar com gente e saiba lidar com as situações mais adversas de um tratamento. “O perfil do aluno que procura o curso de medicina, em geral, está relacionado ao indivíduo que busca contato com as pessoas, com senso de humanidade e comprometimento com o próximo”, explica o doutor Pedro Vital, coordenador do curso de medicina da Faculdade Santa Marcelina.

“Ele é competitivo, vislumbra nichos inovadores para poder promover modelos diferenciados e efetivos de prevenir doenças, promover saúde e qualidade de vida à comunidade que o procura”, completa o médico José Luis Martins, também professor da Santa Marcelina.

O mercado de trabalho tem características bastante conhecidas. Enquanto nas grandes cidades é bastante concorrido, faltam médicos nos pequenos municípios, regiões mais distantes e nas periferias das metrópoles. Apesar de a especialização ser um caminho quase natural dos recém-formados, atualmente há uma grande valorização dos clínicos gerais, inclusive no velho modelo “médico de família”, seja nos atendimentos particulares ou nos programas públicos, como o Programa Saúde da Família (PSF).

De acordo com os especialistas, algumas áreas, como a dermatologia e a cirurgia plástica, começam a ficar saturadas. Em outras, como neurocirurgia e cirurgia pediátrica, há carência de profissionais.

Segundo Pedro Vital, entre as áreas mais promissoras para o futuro estão aquelas relacionadas ao envelhecimento da população: geriatria, oncologia e reumatologia, entre outras. “A saúde mental também tem um espaço amplo a ser preenchido, visto os vários diagnósticos psiquiátricos que comprometem a sociedade contemporânea”, diz o coordenador da Santa Marcelina.

Independente da área escolhida, a principal dica para o aluno de medicina é: estudar sempre. “Quem quer ser médico e enfrentar o mercado de trabalho deve saber que vai estudar a vida inteira. O profissional não deve parar de estudar nunca, pois tem de se manter atualizado”, afirma o professor José Luis Martins. “A formatura não é o final do curso. É apenas o início”, completa.