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Ibope contrata temporários para ajudar em pesquisas

Número de entrevistadores salta de 500 para 8oo no final da eleição

por Marcus Lopes

Eleições sem pesquisas de intenção de voto é como bolo sem farinha: difícil de imaginar. Para os eleitores, elas são importantes e ajudam na hora de decidir o voto. Para os candidatos, são essenciais para medir o humor do eleitor e orientar os próximos passos da campanha. Para dar conta do recado, os institutos de pesquisa se preparam com meses de antecedência e montam uma grande estrutura para dar suporte à alta demanda de serviços do período. Muitas temporários são contratados, o que pode ser uma boa oportunidade de trabalho.

“Começamos o período eleitoral com cerca de 500 entrevistadores e, nas semanas que antecedem a eleição, esse número se aproxima de 800”, explica o diretor da unidade de Opinião Pública, Política e Comunicação do Ibope, Helio Gastaldi.  “Já na parte de análise dos dados não há contratações temporárias. Temos uma estrutura fixa, já que o Ibope Inteligência faz diversos tipos de pesquisas, não apenas as eleitorais”, completa.

O Ibope é um dos institutos mais tradicionais do Brasil e realiza pesquisas em todo o território nacional. Para garantir a credibilidade dos resultados, todos os setores da empresa são envolvidos em um complexo esquema de trabalho. “A responsabilidade pelo treinamento, pela supervisão e pela fiscalização da coleta de dados é inteiramente do Ibope, assegurando assim a sua qualidade”, explica Gastaldi.

diretor da unidade de Opinião Pública, Política e Comunicação do Ibope, Helio Gastaldi

Pequeno exército
Até os números finais chegarem ao eleitor, um pequeno exército é mobilizado em todas as etapas da produção da pesquisa, desde a coleta das informações nas ruas até a divulgação dos resultados. São entrevistadores e supervisores para coleta e checagem dos dados;  tabuladores para processamento das informações;  equipe de atendimento para elaboração do projeto, questionário e acompanhamento de todas as fases da pesquisa;  estatísticos para desenho de amostras; advogados para registros de pesquisas e profissionais de comunicação para divulgação dos resultados.

“Todas as equipes envolvidas passam por treinamentos em anos eleitorais, que incluem palestras, vídeos e treinamento em campo”, diz o diretor do Ibope. Ele destaca a segurança das informações, para evitar possíveis vazamentos e distorções dos resultados finais. “O processamento dos dados acontece apenas no escritório da empresa, em São Paulo, de modo que os entrevistadores e fornecedores locais não têm acesso aos resultados totais dos levantamentos”, afirma.

Gastaldi explica a importância dos levantamentos realizados no período que antecede as eleições. “A informação faz parte do processo democrático e é um direito do cidadão ter acesso a ela”, diz. “Para os candidatos, as pesquisas auxiliam a monitorar a campanha por meio da avaliação dos programas eleitorais gratuitos e de discussões em grupo, trackings que fornecem resultados diários, pesquisas qualitativas e quantitativas, além de pesquisas-relâmpago realizadas em caráter de urgência”, diz ele.

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