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Especialista em SEO, um profissional em ascensão

Por Lucia Helena Corrêa
Foto de Rogério Montenegro


Para ganhar a preferência do leitor, seja para blogs, jornais, revistas, sites, blogs, de pessoas físicas ou empresas, é preciso conquista-lo para seus conteúdos. Em meio a um volume absurdo de informações, é que entra o especialista em SEO (Search Engine Optimization, ou Engenharia aplicada à Otimização da Pesquisa de Conteúdo). E foi nesse novo nicho de mercado que o jornalista Klaus Junginger, investiu e hoje responde pela área no jornal O Estado de S.Paulo.

“Não basta escrever. Tem de ser percebido e lido… Um superdesafio para o especialista em SEO (Search Engine Optimization), “o cara” na estrutura da mídia eletrônica”, afirma Junginger.

Segundo o matemático norte-americano Bill Ilmon, “pai”, dos sistemas de data warehouse, grandes bases de dados organizadas, desde 1995, quando a Internet comercial chegou com tudo, até hoje, a Humanidade gerou mais conteúdo do que conseguiu produzir desde que surgiu o primeiro ser humano na Terra, há milhares e milhares de anos.

Um acervo que, depois da Internet, mundo afora, se mede em milhões de Terabytes por minuto, circulando, entre outros, embarcado nos veículos eletrônicos de comunicação, e-mails, torpedos e postagens no furacão das redes sociais.

“O SEO é, com certeza, o jornalista do futuro. Já não basta produzir os conteúdos com rapidez e estilo. Há que ser percebido, em meio às infinitas opções, quando, usando o mecanismo de busca, o internauta digita determinada palavra”, explica Klaus. Em resumo, no Estadão, o trabalho dele se faz em cima da estrutura do site do jornal, de modo que ele apareça melhor, com ampla visibilidade, nos motores de busca.

Mas… qual é a mágica? Klaus confessa que o fato de ser um “jornalista antenado” o ajuda muito. “A mim compete mostrar aos editores e chefes de redação, assim como às diretorias de Tecnologia da Informação, Estratégia e Marketing, que, em vez de escrever Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), é melhor usar o termo taxa de juros – mais simples, popular, à altura do entendimento de todo e qualquer leitor. Em outras palavras, meu trabalho é decodificar a linguagem, providência fundamental para facilitar a busca”, resume.

Além do faro apurado de jornalista e da experiência, tendo ele participado, em 1997, da primeira homepage comercial no Brasil, o que conspira a favor do trabalho do SEO do Estadão é a análise contínua do impacto dos conteúdos no comportamento dos leitores. Basicamente, mediante uso do Google Analytics, ferramenta capaz de contabilizar o número de acessos e cliques, bem como a profundidade da navegação e permanência de cada internauta na página do Estadão.

Atualmente, os profissionais de SEO, oriundos ou não do jornalismo, estão em alta no mercado. Com o crescimento do e-commerce e a disputa para estar entre os links da primeira página do Google – ou seja, uma grande audiência garantida – acentua a importância de quem sabe lidar com as regras de algoritmos ditadas pelo Google. Não existe formação regularizada pelo MEC, mas é um caminho bastante comum entre recém formados em Marketing, Publicidade e Comunicação. No entanto, cresce cada vez mais a oferta de cursos de curta duração que ajudam a compreensão desse mundo dinâmico das Search Engine.