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Jornalismo e gastronomia: uma receita de sucesso

Por Flávia Pegorin


A maioria das pessoas pensa que viver entre o forno e o fogão é exclusividade das donas de casa. Não é o caso da paulistana Fabiana Badra Eid, 46 anos. Sabe quando abrimos aquelas maravilhosas revistas de culinária, com fotos e receitas de dar água na boca? Ou quando reparamos no anúncio publicitário que mostra um prato lindamente preparado com o produto em questão? Tudo isso é trabalho para essa descendente de libaneses que tem a gastronomia correndo nas veias.

Fabiana estudou Jornalismo como carreira principal, mas também seguiu um sonho, cursando História por dois anos. Juntando as duas vontades, mais um apetite enorme pela culinária, uma atividade comum na família, ela deu início a uma vida de sucesso na gastronomia. O curso específico de História da Gastronomia foi feito na França, logo após concluir a universidade, por recomendação de professores e jornalistas especializados da época (o que era coisa rara).

Vieram então oportunidades de trabalhar como assistente de outros profissionais da área, avaliar restaurantes e escrever reportagens no ramo. “Fui conhecendo os bastidores, os chefs de cozinha, vendo como tudo funcionava e percebi que era uma área que estava se erguendo no Brasil e que havia muita coisa a ser feita e descoberta. Além disso, sempre gostei de comer bem, de cozinhar e de saber como as receitas eram feitas, técnicas, novos ingredientes”, conta Fabiana.

Fabiana Brada

A jornalista tornou-se não só uma especialista, mas também uma grande defensora da boa cozinha e de seus “mistérios”. Fabiana fez muitas viagens para desvendar o berço de cada ingrediente, teve experiências como cliente, e não só como repórter, e assim formou um senso crítico que hoje a torna capaz não só de escrever textos sobre o assunto, mas de editar revistas, livros e, o que mais a destaca, ser também produtora culinária.

“Estou sempre entre meu escritório próprio, já que sou freelancer, e osestúdios de fotografia”, diz ela. Neles, Fabiana, depois de pesquisar e criar receitas, prepara cada prato e o produz para ser clicado pelo fotógrafo. Parece simples e “coisa rápida”? Algumas imagens levam quase meio dia para serem produzidas. “Levo todo meu equipamento de cozinha, ingredientes e utensílios, e, nos dias de foto, chego a trabalhar até 12 horas”.

Entre o mercado editorial, das revistas e jornais, e o publicitário, ela curte… ambos. “No primeiro caso, temos mais liberdade para criar, podendo mudar o que for preciso mesmo em cima da hora, como um ingrediente ou os objetos da foto. Na publicidade nem tanto, mas o bacana é que hoje muitos clientes já estão preferindo fotos mais naturais, sem tanta maquiagem para a comida parecer gostosa. Isso é uma tendência que aprecio muito”, explica.

Poder ver de perto a diversidade do mundo da gastronomia e ter contato com pessoas muito criativas, além de experimentar as comidas maravilhosas que existem por aí, é mesmo um prazer para Fabiana. E para quem vê o trabalho dela publicado, igualmente.

Dicas de carreira da Fabiana

  • É bom ser curioso, pois a busca por novidades na gastronomia nunca termina.
  • Não se deve ter preconceitos, por exemplo, para experimentar ingredientes diferentes que muitas vezes você acredita não gostar.
  • Deve-se ser muito paciente e ter preparo físico, porque para fazer produção culinária é necessário conhecimento técnico e calma para arrumar a comida no prato com habilidade e limpeza – além de ficar de pé por horas e horas.
  • Ter disponibilidade de tempo: as tarefas se acumulam.
  • Gostar muito de ler, assim é possível ir formando um conhecimento do mercado.

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