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Profissional cinco estrelas

Por Nilva Bianco
Foto de Rogério Montenegro

Quando sai de férias, Renata Beraldo quase sempre fica em um mesmo tipo de hotel: minúsculo, o menor que encontrar. Grandes hotéis, para ela, são sinônimo de trabalho. Afinal, gerenciar equipes que mantêm esses lugares funcionando 24 horas por dia é o seu dia a dia há dez anos.

Atualmente ela é gerente geral de um hotel executivo na Vila Olímpia, em São Paulo, pertencente a um grupo nacional. São 170 apartamentos, ocupados principalmente por pessoas que estão a trabalho na região ou participando de eventos no próprio hotel. Antes, Renata passou pelo mesmo cargo ou pelo de gerente operacional em outras quatro redes de bandeiras internacionais como Accor, Atlântica e Intercontinental em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Curitiba.

A faculdade de Hotelaria foi feita no campus da Universidade de Caxias do Sul em Canela (RS), entre 1992 e 1995. Desde aquela época, quando Renata começou sua vida profissional em cafés coloniais, hotéis e pousadas da Serra Gaúcha, desempenhando todo tipo de função, nunca mais lhe faltou trabalho.

“Nesses quase 20 anos o máximo de tempo que fiquei parada foram 30 dias.”

Ela vê imensas oportunidades no setor, inclusive e especialmente com a chegada de grandes eventos como a Copa do Mundo, com a abertura de vagas em todo tipo de função. “Temos alguns postos abertos há meses, e o chamado ‘apagão’ de mão de obra é uma realidade para nós. Por isso, hoje a gestão de recursos humanos é uma grande preocupação das redes de hotéis”, diz a gerente, responsável por ações nesse sentido – e por tudo o mais que se passa no hotel, do café da manhã ao atendimento de clientes corporativos, além de probleminhas e problemões que invariavelmente surgem no dia a dia.

A rotina é puxada. Em um dia normal, Renata chega ao hotel no horário do café da manhã e vai supervisionar o serviço, depois realiza uma reunião com os líderes de área para planejar o dia. Seguem-se reuniões com clientes, a condução de processos de avaliação e desenvolvimento de pessoas e outros relacionados aos funcionários. Quando ela percebe, já é noite. Mas não reclama: adora administrar equipes.

Conhecida como uma chefe durona, porém justa, Renata já sofreu com o estresse, mas hoje garante que está mais moderada. As férias, por exemplo, são sagradas e normalmente passadas com o namorado no exterior ou em algum lugar remoto – e de preferência em pequenos hotéis, para sair da rotina.

Três coisas que eu aprendi

  • “Hotelaria é servir. Para isso, é preciso ser desprovido de qualquer preconceito e saber se colocar no lugar do outro.”
  • “Nunca faça nada que vá contra sua ética e seus princípios. Sua integridade é mais importante que tudo.”
  • “Estabeleça metas para a sua carreira e não se acomode: quando achar que não há mais nada a aprender em um lugar, busque novos desafios, novas experiências.”