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História: oportunidades além da sala de aula

Mercado de trabalho está na expectativa da regulamentação da profissão

por Marcus Lopes

Até pouco tempo atrás, quem cursava a faculdade de História tinha como destino praticamente certo o magistério, tanto no ensino fundamental como superior. Lecionar ainda é uma boa opção e a meta de muitos profissionais, mas a carreira se ampliou e oferece boas oportunidades além da sala de aula.

O mercado de trabalho está na expectativa da regulamentação da profissão e um projeto de lei tramita na Câmara dos Deputados. De acordo com o texto, apenas os formados em História poderão dar aulas da disciplina nos ensinos fundamental e médio. O texto determina ainda que todas as instituições e entidades que prestam serviço de História mantenham um historiador em seus quadros de funcionários.

O historiador pode trabalhar em institutos de pesquisa, imprensa especializada, documentários e até no mundo corporativo, resgatando e escrevendo a trajetória de empresas, famílias e corporações. Há também um bom mercado de trabalho em instituições públicas destinadas à defesa do patrimônio histórico e nas cidades históricas brasileiras.

Bacharelado ou licenciatura?
A carreira possui duas habilitações: bacharelado e licenciatura. “Ambas formam pessoas aptas a interpretar o hoje em relação ao passado e atuar em instituições de guarda da memória nacional, como museus, arquivos, acervos particulares e outros. A diferença é que os licenciados estão aptos para ministrarem aulas para os ensinos fundamental e médio, o que não e possível para os bacharéis”, explica a historiadora Márcia Pereira da Silva, professora do departamento de História da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Franca.

O curso dura, em média, quatro anos. Ao lado das matérias clássicas (História Antiga, Moderna, Contemporânea, da América e do Brasil, todas com suas divisões específicas), o aluno cursa disciplinas pedagógicas e relacionadas à área de pesquisa e levantamentos históricos, sociologia, economia e ciência política.

Para seguir a carreira, é essencial o gosto pela leitura e pela pesquisa, além de uma visão crítica e reflexiva em relação ao mundo que vivemos. “O bom profissional de História deve desenvolver habilidade para a investigação científica, aprimorar a capacidade docente e estar sempre atualizado em relação às questões políticas, econômicas e sociais do Brasil e do mundo”, explica. Ela aponta alguns setores de atuação do profissional:

  • Agências de fomento à pesquisa no País.
  • Instituições públicas e privadas interessadas em organizar seus acervos e escrever a sua história.
  • Editoras e mídia especializada.
  • Pesquisa no ensino superior.
  • Magistério em todos os níveis.

Mercado em ascensão
“O mercado para o bom profissional está em ascensão. Quanto mais nos afastamos dos centros urbanos dos diferentes estados do País, maior é a carência por profissionais especializados. A concorrência aumenta junto aos núcleos urbanos mais desenvolvidos, exigindo da pessoa, naturalmente, maior especialização”, afirma.

*Não deixe de conferir os outros posts do Guia VAGAS de Profissões e escolha qual profissão seguir.