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Você sabe o que é grafologia?

Estudo de personalidade, comportamento e competências através da escrita.

por Guss de Lucca

O que a letra de uma pessoa pode efetivamente dizer a seu respeito? Será que é possível utilizar a análise da caligrafia de um candidato para saber se ele é, de fato, a pessoa mais indicada para aquela vaga? De acordo com a grafóloga Luciana Boschi, a ferramenta pode sim minimizar equívocos de uma contratação indevida.

“A grafologia é um estudo da personalidade através da escrita. Ela observa e tenta buscar traços de comportamento, caráter, competências – não é uma formação, mas uma especialização, um trabalho que se presta a diversas áreas”, explica ela, que é formada em psicologia e trabalha faz 20 anos fazendo uso da grafologia.

Entre os serviços prestados por Luciana o destaque é a avaliação da escrita para cargos em empresas. “O objetivo é minimizar o erro. Não existe ferramenta que me dê 100% de garantia, que não vá haver nenhuma falha, mas acho que a grafologia é a que mais se aproxima. As empresas buscam isso pra complementar o processo seletivo”.

Advinda da área de recursos humanos, a psicóloga conta que entrou em contato com a grafologia por acaso, durante sua rotina em processos de seleção. Para ela, independente de fazer uma análise da letra e dos traços, é na redação que se enxerga a clareza de ideias, a capacidade de argumentação e o nível do português de um candidato.

Grafóloga Luciana Boschi“Me encantei com a ferramenta”, diz Luciana, que além dos serviços prestados às empresas também atua com advogados e juízes, fazendo análises de laudos dos réus, com arquitetos, para auxiliar a decoração de um cliente com base em suas características, e até com médicos, identificando sinais de doenças na escrita.

Porém, grande parte do trabalho atual é feito com estudantes em escolas. “Tenho feito mais orientação vocacional, pois para isso basta que o aluno faça uma redação – ele não precisa ficar frequentando terapia, no divã, até porque o jovem não tem mais paciência pra isso. É uma abordagem mais dinâmica e eles se encantam essa objetividade”, relata.

Entre as situações curiosas vividas em duas décadas de profissão Luciana relata a análise que seria feita a uma moça que, minutos antes do processo seletivo, havia sido assaltada. “Ela tremia. Mandei de volta para casa, pois ia sair tudo tremido. Se você está doente, sofreu uma perda, brigou na rua, isso vai interferir na sua letra – a caligrafia responde aos nossos impulsos cerebrais”.

Aos interessados em trabalhar ou entender mais sobre a grafologia não é necessária nenhuma graduação específica. “Qualquer pessoa pode estudar, é um curso livre. A maioria do público é voltada para o RH, mas já tive alunos que cursavam o segundo grau. O curso é feito em módulos de 16 horas – com o básico você adquire o suficiente para analisar uma letra”, garante a profissional, que também alerta: “É um trabalho que exige disciplina e vira uma paixão”.