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Gastronomia: um mundo de opções

Setor está em expansão em todo o País, mantendo a empregabilidade aquecida

por Marcus Lopes

Já faz alguns anos que gastronomia está em alta, seja como hobby ou profissão. Basta zapear o controle remoto na televisão e conferir o número de programas e competições culinárias e as novidades que surgem nas ruas, como os food trucks. Além disso, restaurantes dos mais diversos tipos de cozinha pipocam nas cidades grandes e médias. E todos eles precisam de alguém que vá para o fogão e/ou comande a cozinha.

Diante disso, profissões ligadas à área conquistam cada vez mais adeptos. Para atender as exigências do mercado e se desenvolver ao longo da carreira, o ideal é que a pessoa frequente uma faculdade de gastronomia. As universidades oferecem cursos de bacharelado e tecnológico. Em ambas, o aluno aprende desde cedo que o mundo das panelas não é feito apenas de glamour, mas como é puxado e complexo o dia-a-dia de todo o processo de uma cozinha profissional em restaurantes, indústrias e empresas.

No bacharelado o curso dura, em média, quatro anos e a grade curricular é dividida em disciplinas teóricas e práticas. A parte teórica envolve história da gastronomia, segurança alimentar e microbiologia. Na parte prática o aluno tem matérias como gestão de restaurantes, recursos humanos, legislação e gestão financeira. Ao longo do curso há atividades de preparação de pães, doces, salgados confeitaria e pratos regionais e internacionais.

Já o curso tecnológico, que dura dois anos, é mais focado na cozinha e no preparo de alimentos. O aluno aprende a fazer banquetes, organizar eventos e tem aulas de segurança no trabalho, higiene, manuseio e preparo de alimentos e pratos.

Profissional complexo
“Cada vez mais se observa a necessidade de um profissional completo, capaz de atender as necessidades de um público consumidor exigente e que busca a experiência gastronômica em um contexto de criatividade, desde a elaboração do cardápio até a hospitalidade”, explica a coordenadora do curso de tecnologia em gastronomia da Universidade Mackenzie, Ana Carolina Colucci Paternez.

Segundo ela, o perfil dos estudantes que buscam o curso de gastronomia é diversificado. “Há alunos jovens, em sua primeira formação acadêmica, e há também grande número de pessoas em sua segunda ou terceira formação, com o objetivo de mudar de área profissional ou que fazem o curso por interesse pessoal”, diz Ana Carolina.

Apesar das maiores oportunidades estarem em restaurantes dos mais variados tipos, empresas, indústrias, bufês e serviços de catering, o profissional de gastronomia encontra boas oportunidades fora da cozinha, tais como: consultoria, personal chef, elaboração de cardápios especiais para pessoas com restrições alimentares e magistério.

“A área de gastronomia está em expansão em todas as regiões do País, especialmente no eixo Rio-São Paulo, o que faz com que a empregabilidade se mantenha aquecida pela diversificação cultural e a necessidade de profissionais especializados”, completa a coordenadora do Mackenzie.