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Gostar de pessoas: condição para ser fotógrafo de eventos

Por Flávia Pegorin

Então os noivos trocam aquele olhar tão doce, dão um sorriso, se abraçam… e todos esses momentos são devidamente registrados para a eternidade. Esse é o trabalho da fotógrafa Adriana Alves Brier, 42 anos, de São Paulo. Registrar para a posteridade os acontecimentos mais grandiosos e os detalhes mais singelos é o que ela faz como profissional da Fotografia há dez anos. Adriana se especializou em eventos como casamentos e aniversários, pois foi assim que o olhar artístico que sempre teve achou seu caminho.

Não foi essa, porém, a primeira profissão que ela escolheu. Adriana se formou em Arquitetura em meados dos anos 90 e logo se tornou estagiária e depois arquiteta de dois grandes escritórios paulistanos. Em paralelo, mantinha o próprio escritório, que se tornou depois o trabalho exclusivo. Mesmo durante a faculdade ela já apreciava a Fotografia como amadora, mas, como a vida de arquiteta não vinha suprindo sua criatividade, decidiu fazer cursos e ver a vida por novas lentes.

“Um dia percebi que a Fotografia me deixava simplesmente mais feliz que o trabalho de arquiteta”, ela conta. Foi o clique que seu coração pediu.

Os primeiros anos como profissional da Fotografia foram difíceis. “Começar do zero em uma nova carreira causa espanto nas pessoas ao redor e não se tem muito incentivo. Mas eu decidi investir em muito estudo e, quando começaram a surgir trabalhos, foi sensacional”, diz Adriana.

Hoje ela tem os dias do final de semana como seu foco, já que a maioria das festas acontece nesse momento. Durante a semana, Adriana faz a edição das imagens, diagramação dos álbuns, lida com contratos, orçamentos, contatos com parceiros, fornecedores, clientes e a pesquisa de novos recursos. Descanso? É raro.

Mesmo assim, ela é uma entusiasta e não perde a mania de se encantar com os momentos alheios: “amo fotografar casamento, pois é o evento onde acontecem algumas das cenas mais emocionantes da vida dos meus clientes. Mas também adoro os aniversários de crianças pequenininhas, me divirto demais com elas”.

O “estica-e-puxa” que Adriana enfrenta para encontrar os melhores ângulos – se espremendo entre convidados, escalando cadeiras ou indo à caça do aniversariante mirim dentro dos brinquedos do bufê – não são para qualquer um. Ela diz, porém, que recebe retorno quase imediato ao entregar o trabalho: a reação das pessoas que veem nas fotos aquilo que viveram e curtiram tanto.

“Quase toda noiva chora ao ver as fotografias do casamento. É demais!”, empolga-se. A própria Adriana também não resiste muitas vezes e verte algumas lágrimas. Porque a fotógrafa e suas lentes são profissionais, mas os cliques também veem do coração.

Dicas de carreira da Adriana

  • Você tem amor a esse trabalho? Pois não dá para fotografar um casamento por 12 horas seguidas detestando tudo aquilo;
  • Você pretende ter dedicação total? Estudar, pesquisar e se informar, nesse ramo, é essencial;
  • Há disponibilidade? Ninguém vai te contratar se você não aceita faltar ao seu happy hour no sábado à noite para fotografar um casamento;
  • Você é confiante no seu talento e demonstra isso? Porque, para o cliente, isso é importantíssimo: mostra que você sabe o que está fazendo e não perderá qualquer momento;
  • Você é uma pessoa bastante sociável? Pois é impossível fotografar um evento social sendo mal-humorado ou não gostar de pessoas!