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Objetivo do fisioterapeuta: qualidade de vida

Hoje a área que mais cresce e de maior retorno financeiro é a dermato funcional

por Marcus Lopes

Oferecer qualidade de vida às pessoas é o principal objetivo do fisioterapeuta. Trata-se do profissional que atua tanto na prevenção como na reabilitação física e funcionalidade das pessoas. Considerada uma profissão relativamente nova – no Brasil foi regulamentada em 1969 e só deslanchou a partir da década de 1980 – os fisioterapeutas conquistam um espaço cada vez maior nos trabalhos relacionados à saúde.

O campo de atuação é bastante amplo. O aluno formado pode atuar como fisioterapeuta, professor, gestor de institutos de saúde e pesquisador. Os locais de trabalho incluem hospitais públicos e privados, clubes, agremiações esportivas (times de futebol, por exemplo), clínicas, asilos, centros de reabilitação e consultórios particulares.

“Para ser um bom fisioterapeuta, o aluno precisa ter visão humanística, crítica e reflexiva, além de ser capaz de compreender o movimento humano e atuar tanto na prevenção de doenças como na reabilitação de enfermidades, visando a qualidade de vida dos indivíduos”, afirma a professora Eliane Jerônimo Pires, coordenadora do curso de Fisioterapia da Universidade Anhanguera de São Paulo. “Resumidamente, ele precisa gostar de ajudar as pessoas a superar e/ou diminuir suas dificuldades físicas”, completa.

Disciplinas
O curso dura, em média, quatro anos e a grade curricular é centrada na área de biológicas. Nos primeiros anos, o aluno estuda assuntos básicos de saúde, como biologia, saúde pública, patologia, anatomia e bioquímica. A partir do segundo ano aumenta a carga de disciplinas específicas, como massoterapia e termoterapia (aplicação de calor ou frio no tratamento dos pacientes). O estágio em clínica é obrigatório nos últimos semestres.

Além das especializações clássicas, como reabilitação neurológica e fisioterapia esportiva, o fisioterapeuta pode atuar em outras áreas, muitas delas com alta demanda de profissionais.

“Atualmente, a área de maior retorno financeiro, bem como a mais crescente, é a dermato funcional, voltada a procedimentos estéticos”, diz a professora. “Existe também uma carência de profissionais em serviços de fisioterapia respiratória ambulatorial e reabilitação cardíaca, serviço encontrado em poucas clínicas e apenas em grandes centros de referência”, completa a professora.

Dedicação
Segundo a coordenadora do curso da Anhanguera, a formação do bom profissional exige uma base de conhecimentos teóricos e práticos sólidos, atualização constante e muita dedicação. “Precisa ser capaz de planejar, programar, coordenar, executar e supervisionar métodos e técnicas fisioterapêuticas que permitam a sua atuação nos diferentes níveis de atuação à saúde”, explica.

“Também precisa ter preparo técnico, respeito pela profissão e sobretudo pelo paciente, prezando sempre a postura ética e profissional. Ele não pode esquecer que trata de seres humanos, muitas vezes limitados fisicamente por suas necessidades especiais”, observa a acadêmica.

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