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Fisiculturista: fazendo dos músculos profissão

Bi campeã mundial conta como integra o fisiculturismo com seu trabalho

por Guss de Lucca
fotos de divulgação

Difundido mundialmente na década de 1980 pelo astro hollywoodiano Arnold Schwarzenegger, o fisiculturismo ainda luta para ser encarado como uma profissão em diversos lugares do mundo. No Brasil não é diferente. E uma prova disso é a rotina da Bi Campeã Mundial e Miss Universo de Fisiculturismo na categoria pesada Larissa Cunha.

Fisiculturista Larissa CunhaApesar dos títulos e do treinamento diário que já soma duas décadas, a fisiculturista curitibana ainda não considera a modalidade como uma profissão, mas sim um estilo de vida e esporte. “Minha profissão é como nutricionista e educadora física, mas com certeza através do meu corpo e do conhecimento de fisiculturismo conquistei vários clientes”, conta ela.

Aos leigos Larissa explica que o fisiculturista é a pessoa que faz musculação com o objetivo de aumentar a massa muscular e ter definição, ou seja, pouca gordura subcutânea – um treino que vai além das academias. “O hábito de cuidar da alimentação também faz parte da rotina de um fisiculturista. Hoje temos vários praticantes que não são atletas e levam a denominação de bodybuinding lifestyle“, explica.

“Meu dia a dia é completo com muito trabalho. Treino pontualmente às 11h e durante o resto do dia atuo no consultório de nutrição, na assessoria esportiva e no trabalho com elaboração de artigos para uma empresa de suplementação”, relata a campeã, deixando claro em sua rotina a dificuldade de fazer do esporte uma profissão no país.

“Infelizmente no Brasil os patrocínios são baixos e o fisiculturismo não é visto como uma atividade profissional”, completa Larissa, que vê na dita elitização do esporte o maior desafio dos praticantes. “O fisiculturismo ainda é visto como um esporte elitizado. Trabalhamos para que as grandes empresas comecem enxergar nosso esporte para que haja maior ajuda aos atletas e assim categorias como a do bodybuilding feminino seja valorizada da forma que merece”.

De acordo com ela o mercado está evoluindo no país, o que vem incentivando não apenas o aumento no número de praticantes, mas também o surgimento de outras categorias, abrangendo desde atletas que buscam o volume extremo e definição muscular até aqueles onde pouquíssima massa muscular fica aparente.

“Para entrar é preciso ter determinação e força de vontade, nunca deixar de acreditar que é capaz de se superar a cada nova preparação. E fisicamente ter o quesito necessário para a modalidade que escolheu participar”, ensina Larissa, deixando como dica aos iniciantes a possibilidade de misturar o fisiculturismo com outras áreas que também cuidam do corpo, como educação física, medicina e nutrição. “Com certeza um fisiculturista chama mais a atenção do que outros profissionais”.

*O dia do fisiculturista é comemorado em 30 de outubro.